PLENO PODER
Com Republicanos a 'um passo' de declarar apoio a Flávio, Nabor diz que mantém voto em Lula
Partido do pai de Hugo Motta deve 'passar' para o palanque do filho de Jair Bolsonaro nesta quarta-feira.
Publicado em 07/10/2026 às 12:36

Partidos que optaram, no cenário nacional, pela neutralidade no primeiro turno decidiram se manifestar na rodada decisiva. Foi o caso da Federação União Progressista (União Brasil e Progressistas) que declarou nessa terça-feira (6) apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro (PL). Agora, a bola da vez para o senador, que foi o primeiro colocado no 1º turno, é o Republicanos.
A legenda de Nabor Wanderley e Hugo Motta se prepara para anunciar, junto do Podemos, que subirá no palanque de Flávio Bolsonaro na campanha contra Lula (PT). O tema mexe com o cenário da Paraíba no pós-eleição. Apesar da posição que o partido deve adotar, o ex-prefeito de Patos garantiu que continuará votando no atual presidente.
"A gente, junto com Lucas e João, votamos em Lula no primeiro turno e agora é esse segundo turno também, sob o comando do governador Lucas e procurando fortalecer esses vínculos. Lucas tem que fazer um grande governo", disse Nabor.
O posicionamento de Nabor visa o recorte estadual. Tanto é que, mesmo com o seu partido declarando apoio a Flávio, o primeiro ato de Lucas como governador reeleito foi participar de uma reunião com Lula.
No entanto, a bancada de Flávio Bolsonaro, independente da sua eleição no segundo turno ou não, será a maior do Congresso Nacional. Isso implica que, se Hugo Motta quiser a sua manutenção na Presidência da Câmara, terá que dialogar e buscar apoio dos parlamentares de direita.
Além disso, o posicionamento do PL, e de partidos aliados, para as eleições no Congresso passarão pelo crivo do próprio Flávio Bolsonaro.
Lula não apoio Nabor no primeiro turno
Apesar das tentativas de Hugo Motta, com a sua influência de presidente da Câmara, o presidente Lula não pediu votos para Nabor Wanderley na disputa pelo Senado. O posicionamento do presidente da República foi pelo apoio a João Azevêdo (PSB) e Veneziano Vital do Rêgo (MDB). Ambos saíram vitoriosos no pleito.
Mesmo sem o apoio de Lula, Nabor levou perigo à reeleição de Veneziano. O emedebista teve 974.550 do total de votos válidos, representando 22,76%. Já o pai de Hugo Motta ficou no retrovisor do atual senador durante toda a apuração. No fim das contas, o ex-prefeito de Patos teve 895.398 votos, totalizando 20,91%.
Texto: Gabriel Abdon

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