PLENO PODER
Com risco de paralisação, Clipsi garante atendimentos materno-infantis por mais 15 dias
Assistência no hospital poderia ser paralisada por falta de escalas médicas.
Publicado em 31/03/2026 às 10:34

Uma audiência realizada pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) reuniu gestores da Clipsi e membros das secretarias de Saúde do Estado e de Campina Grande. A reunião foi convocada para tentar contornar o risco de paralisação que o setor de assistência materno-infantil da unidade hospitalar enfrenta.
Acontece que o hospital, que serve como retaguarda para o Instituto de Saúde Elpídio de Almeida (ISEA), principal maternidade de Campina Grande, poderia paralisar os atendimentos materno-infantis, por falta de escalas médica. O problema é fruto de pendências financeiras do centro de saúde.
A paralisação poderia acontecer a partir desta quarta-feira (1º). Entre as faltas financeiras da instituição, há um débito pendente por parte da Prefeitura de Campina Grande.
Na reunião, a gestão municipal informou que a Prefeitura pagou parte da dívida, garantindo o funcionamento da assistência materno-infantil por mais 15 dias. Além disso, os gestores do hospital garantiram que as escalas médicas já estão sendo formuladas.
O secretário de Saúde do Estado, Ari Reis, se comprometeu a apresentar, até o dia 7 de abril, uma solução contratual com a Clipsi. A ideia é que o Estado assuma as operações materno-infantis, que hoje são de responsabilidade do hospital.
Com o que ficou acordado entre a Clipsi, as secretarias e o MP, o Conselho Regional de Medicina garantiu que não haverá interdição ética na unidade hospitalar.
Texto: Gabriel Abdon

Comentários