Desembargador ‘derruba’ prisão de dono da Fiji, mas empresário continua em presídio; entenda o porquê

Empresário teve prisão temporária renovada pela Justiça

Uma decisão do desembargador Paulo Cordeiro, do Tribunal Regional Federal (TRF5), revogou a prisão preventiva do empresário Bueno Aires, sócio da Fiji Solutions. Ele determinou que o investigado passe a ser monitorado por tornozeleira eletrônica.

A prisão havia sido decretada pela 4ª Vara da Justiça Federal em Campina Grande, no âmbito da Operação Ilha da Fantasia, da Polícia Federal. A apuração investiga um possível esquema de pirâmide financeira executado pela empresa.

No entanto, Bueno Aires permanece detido no Complexo do Serrotão.  

É que contra ele havia um outro mandado de prisão, esse temporário, que foi renovado pela Justiça por mais 30 dias. Nesse caso o empresário é investigado pelo Gaeco por suspeitas de envolvimento com a prática de abuso sexual infantil.

Foi o que motivou a prisão dele, inclusive, no Rio de Janeiro.

A prorrogação da prisão ocorre a partir de amanhã. Ou seja: caso não seja ‘derrubada’, a prisão temporária permanecerá até 14 de agosto.

A investigação por pirâmide financeira na Fiji

Em abril deste ano a Justiça já havia determinado o bloqueio de parte dos bens do empreendimento, R$ 399 milhões no total. A justiça tinha mandado também apreender as CNH e os passaportes dos envolvidos para evitar que eles fugissem do país.

Bueno Aires e mais dois sócios são suspeitos de aplicar golpes milionários em clientes que firmaram com a empresa contratos de criptomoedas.

Segundo a PF, nos últimos três anos, os investigados movimentaram cerca de R$ 600 milhões em criptoativos.

Desembargador 'derruba' prisão de dono da Fiji, mas empresário continua em presídio; entenda o porquê
(Foto: Divulgação/Polícia Federal).