PLENO PODER
Incertezas no PSB: Jhony diz que pretende ficar; relógio é inimigo do partido
Pré-candidato a deputado federal, médico recebeu convite do Republicanos
Publicado em 07/01/2026 às 12:02 | Atualizado em 07/01/2026 às 12:15

O cenário é de incertezas no PSB paraibano. E tinha tudo para ser diferente. É o partido do governador do Estado, possui o maior número de prefeitos, mas nesse momento possui ainda muitas 'interrogações' quanto às disputas proporcionais para a Assembleia e Câmara Federal.
É que alguns dos nomes que estão na legenda e são pré-candidatos à Câmara Federal hesitam em continuar na legenda. Na lista pode-se colocar o ex-deputado Ricardo Barbosa, o deputado Gervásio Maia e o ex-prefeitável de Campina Grande, Jhony Bezerra.
Já outros parecem determinados a permanecer, mas enfrentam questionamentos por conta de decisões colegiadas na Justiça ou em Tribunais de Contas. Há ainda aqueles que devem deixar o partido para disputar reeleições na Assembleia em outras legendas.
Buscando uma vaga na Câmara Federal e com o nome em 'alta', Jhony não esconde que tem recebido convites de outros partidos e mantém portas abertas. Um desses 'assédios' é do Republicanos, de Hugo Motta e Adriano Galdino.
"Estou no PSB e a prioridade é continuar no PSB. Mas a política também envolve matemática, eu preciso ver a viabilidade de como vai estar essa chapa ao final de tudo, se há condições de disputa no PSB", analisou Jhony.
"O que tem provocado dificuldades é que integrantes do partido dizem que podem sair uma hora ou outra. Eu trabalho na perspectiva de que todos fiquem. E todos ficando, estaremos juntos. Mas se houver a defecção de algum integrante, ou até mesmo a inelegibilidade de algum, a gente precisa discutir isso. É chegada a hora de ter uma conversa franca com todos os integrantes e com o governador. Decidir quem vai ficar, quem vai sair", argumentou o médico em entrevista à Rádio CBN.
O fim da caneta socialista
No horizonte dos socialistas paraibanos há ainda um elemento a ser considerado. É que depois de anos - 8 com Ricardo Coutinho e quase 7 com João Azevêdo - o partido deixará a caneta da gestão estadual. Passará para as mãos do grupo Ribeiro, do Progressistas.
E se demorar a 'bater o martelo' sobre a chapa proporcional que terá em outubro precisará fazer isso com o Governo João Azevêdo olhando para o relógio. E com João deixando o Governo para disputar o Senado em abril, o tempo se torna inimigo da legenda.

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