PLENO PODER
'Movimento Olga Benário' ocupa antigo prédio da Funjope em protesto contra o feminicídio
Ocupação homenageou a escritora paraibana Anayde Beiriz.
Publicado em 14/03/2026 às 10:10

O 'Movimento Olga Benário', grupo dedicado à luta pelos direitos das mulheres, realiza manifestações em todo Brasil neste sábado (14). A principal pauta é o combate ao feminicídio. Em João Pessoa, as manifestações começaram ainda na noite dessa sexta-feira (13), quando o grupo ocupou o antigo prédio da Funjope.
A ocupação homenageou e recebeu o nome de Anayde Beiriz, escritora paraibana que, após a sua morte em 1930, se tornou um grande símbolo da luta em defesa das mulheres.
De acordo com o grupo, o antigo prédio da Funjope foi escolhido para sediar a ocupação em protesto contra a especulação imobiliária, além de simbolizar o descaso das políticas públicas em relação à segurança da mulher nos dias atuais.
"Ocupar é denunciar esse projeto de cidade que prefere prédios vazios a espaços vivos. É afirmar que esses lugares precisam cumprir sua função social. Enquanto isso, as urgências reais seguem ignoradas, e mulheres continuam morrendo", diz a coordenação do Movimento Olga Benário na Paraíba.
Um dos pontos primordiais apontados pelo movimento é a escassez de Delegacias Especializadas em Atendimento à Mulher (DEAM). Na Paraíba, existem apenas duas unidades que operam 24 horas por dia. Sendo uma em João Pessoa e outra em Campina Grande. Existe ainda uma terceira unidade, que também está na capítal, mas que não funciona o dia inteiro.
O Movimento Olga Benário ainda realiza outras atividades durante este sábado, na capital paraibana. O cronograma prevê dois momentos de panfletagens pelas ruas de João Pessoa, além de uma plenária marcada para às 10h30.
Aumento de casos de feminicídio na Paraíba
No ano passado, a Paraíba registrou números alarmantes nos registros de feminicídio. 36 casos foram registrados em todo o estado, igualando o número de 2019, sendo o pior número desde que a lei que tipifica o crime de feminicídio foi sancionada.
Texto: Gabriel Abdon

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