PLENO PODER
Negar acordo com Republicanos para Assembleia é 'bizarro' e descumpre compromisso público
Tese com negativa começou a ser fermentada por deputados governistas interessados na Presidência
Publicado em 06/11/2026 às 11:01

A corrida pelo comando da Assembleia Legislativa tem avançado nos bastidores e movimentado a política paraibana. E uma tese, aos poucos, começa a surgir: a de que não haveria acordo algum entre os aliados mais próximos do Governo Lucas e o partido Republicanos, do atual presidente Adriano Galdino e do deputado Hugo Motta.
Uma narrativa, cá entre nós, 'bizarra' e que não se sustenta no mundo real das declarações públicas dadas pelos principais atores da base aliada, antes do resultado eleitoral de outubro.
É que o acordo, revelado à época por Adriano Galdino (Rep), foi confirmado e/ou sinalizado pelos principais caciques da base governista - naquele momento ainda comandada pelo ex-governador João Azevêdo (PSB). O próprio governador Lucas Ribeiro (PP), dias após ser reeleito, sinalizou a existência do pacto no estúdio do Bom Dia Paraíba.
O arranjo foi feito para assegurar a retirada da pré-candidatura de Galdino ao Governo do Estado. No fim do ano passado ele desistiu da disputa, passando a apoiar o nome de Lucas. Em troca o Republicanos ficaria com o comando da Assembleia nos dois biênios.
É certo que esse tipo de costura, que ignorou até mesmo a realização do pleito eleitoral e a escolha dos 36 deputados da próxima legislatura, é sempre questionável por se revestir de um 'determinismo' absurdo. Mas negar a existência, após reconhecê-lo publicamente, é brincar com a inteligência dos paraibanos.
É fazer da política um exercício perene do descumprimento de compromissos assumidos.
A disputa
Atualmente dois nomes surgem com maior força na disputa pela Presidência da 'Casa'. De um lado o deputado Wilson Filho, do Republicanos, que diz ter mais de 20 nomes em sua base de apoio, com deputados da base e da oposição. Do outro o deputado Eduardo Carneiro (PP) que tenta pavimentar uma candidatura ainda mais alinhada ao Governo.
Há, porém, nos últimos dias, o crescimento de citações em torno de um terceiro concorrente: o deputado Tanilson Soares (PP). Ele seria uma outra alternativa, dentro da base, para a disputa.

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