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PLENO PODER

O xadrez geográfico e eleitoral da Paraíba na disputa pelo Governo

Principais pré-candidaturas alinham estratégias diferentes às vésperas das convenções

Publicado em 29/07/2026 às 10:39


					O xadrez geográfico e eleitoral da Paraíba na disputa pelo Governo
Foto: Arquivo. Foto: Arquivo

Em praticamente toda eleição na Paraíba, um mapa acaba orientando as estratégias dos candidatos na formação das chapas majoritárias. E não é o geográfico apenas, mas eleitoral. O Estado costuma ser dividido em três grandes regiões de influência política: João Pessoa e a Grande João Pessoa; Campina Grande e o Agreste; e o Sertão, incluindo municípios do Cariri. É sobre esse desenho que campanhas são planejadas, alianças são costuradas e decisões são tomadas.

Na disputa deste ano, a lógica permanece a mesma.

Cada pré-candidato tenta fortalecer justamente o trecho do mapa onde acredita ter mais espaço para crescer ou onde sabe que precisará reduzir a vantagem dos adversários.

O governador Lucas Ribeiro, por exemplo, tem intensificado movimentos para ampliar sua presença na Capital, sem abrir mão da consolidação no Sertão. A reunião desta semana com nove vereadores de João Pessoa, convocados para reforçar o engajamento em torno de sua pré-campanha, é um retrato dessa estratégia.

O ex-prefeito Cícero Lucena, por sua vez, parece mirar um objetivo claro: melhorar seu desempenho em Campina Grande e na região polarizada pelo município. Não por acaso, aposta no peso político de aliados como Romero Rodrigues, Veneziano Vital do Rêgo, Jhony Bezerra e também na escolha de Diogo Cunha Lima para compor a chapa.

O senador Efraim Filho segue outro caminho. A estratégia é preservar o capital eleitoral construído em Campina Grande na eleição para o Senado, em 2022, e manter a rede de apoios formada por prefeitos e lideranças do interior.

Nenhum desses movimentos é aleatório. Todos têm como pano de fundo levantamentos internos que medem forças e fraquezas de cada candidatura em diferentes regiões do Estado.

O que chama atenção, porém, é uma percepção que começa a ganhar corpo entre integrantes das campanhas.

Se em outras eleições a Grande João Pessoa aparecia como o principal polo de definição da disputa, desta vez cresce a avaliação de que o Agreste, especialmente a região de Campina Grande, pode se transformar no verdadeiro fiel da balança.

Quem conseguir abrir vantagem nesse território poderá chegar à reta final da campanha em posição privilegiada. Não por acaso, é para lá que boa parte das atenções das campanhas começa a se voltar.

Foto: Arquivo

João Paulo Medeiros

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