PLENO PODER
Operação Lastro: TRE mantém proibição de contato entre investigados presos com R$ 382 mil
PF apreendeu R$ 382 mil em Sousa às vésperas da eleição. Habeas Corpus foi analisado nesta quarta-feira (04)
Publicado em 04/11/2026 às 17:21

O Tribunal Regional Eleitoral (TRE) da Paraíba manteve a proibição de contato entre os alvos investigados na Operação Lastro, da Polícia Federal, que apurou a possível utilização de R$ 382 mil em espécie na campanha eleitoral deste ano em Sousa, no Alto Sertão do Estado. A investigação resultou na prisão de dois homens e em um mandado de busca cumprido na residência do ex-prefeito e candidato a deputado federal Fábio Tyrone, do PSB.
No dia 29 de setembro foram presos em flagrante Alanildo Gomes Nunes, que seria gerente de uma das empresas de Fábio Tyrone, e Talisson Magalhaes Queiroga. As prisões aconteceram após um alerta feito pelo COAF, relatando um saque expressivo em espécie feito poucos dias antes da eleição.
Com os dois foram apreendidos R$ 382 mil em espécie, no interior de uma agência bancária de Sousa.
O flagrante foi convertido em prisão preventiva posteriormente, mas depois a medida foi substituída por outras medidas cautelares. Dias depois do flagrante equipes da PF cumpriram também um mandado de busca na casa de Fábio Tyrone.
Nesta quarta-feira (04) os membros do TRE analisaram um Habeas Corpus da defesa de Alanildo e Talisson, pedindo a revogação de todas as cautelares. Parte delas já tinha sido retirada, restando apenas a proibição de contato com outros investigados.
Relatora do caso, a desembargadora Helena Fialho não determinou a derrubada da proibição imposta pelo juiz de Garantias de Sousa. Ela entendeu que ao analisar o caso o magistrado considerou a necessidade de manter a proibição até o fim das investigações, que ainda estão em fase de inquérito policial.
O advogado dos investigados, Romero Sarmento Abrantes, argumentou que a medida não faria sentido por não mais existirem riscos ao processo eleitoral. E argumentou ainda que a cautelar estaria provocando embaraços profissionais a Alanildo, que é gerente de um dos empreendidos comandados por Fábio Tyrone.
"Essa situação demonstra que existia origem lícita para esses recursos, que eram pagamento ao empreendimento de Fábio Tyrone", complementou Romero Abrantes.
O voto de Helena Fialho foi seguido pelos demais membros do TRE. Na época da Operação Lastro o ex-prefeito de Sousa, Fábio Tyrone, também negou qualquer tipo de irregularidade praticada por sua candidatura.

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