Caso Padre Zé: veja decisão que decretou as prisões de padre Egídio e mais duas ex-diretoras

Operação cumpre mandados de prisão contra padre Egídio, Jannyne Dantas e Amanda Duarte

Como antecipou hoje cedo o Blog, o desembargador Ricardo Vital de Almeida determinou as prisões do padre Egídio de Carvalho Neto e das ex-diretoras do Hospital Padre Zé – a ex-tesoureira da instituição Amanda Duarte, e a ex-diretora administrativa Jannyne Dantas.

A decisão tem 44 páginas e analisou um recurso do Gaeco, após a 4ª Vara Criminal de João Pessoa ter negado os pedidos de prisão preventiva.

Veja a decisão na íntegra

Um levantamento feito pelo Blog Conversa Política, do Jornal da Paraíba, mostra que somente nos últimos 5 anos foram R$ 290 milhões em emendas e programas direcionados ao hospital e também ao trabalho de assistência social desenvolvido.

Em nota, a força-tarefa que apura o caso informou que “as investigações revelam um esquema de desvios de recursos públicos estimados em cerca de R$ 140 milhões”.

“Esses desvios foram operacionalizados através do Instituto São José, responsável pelo Hospital Padre Zé, e da Ação Social Arquidiocesana, e ocorreram entre 2013 e setembro deste ano. Os atos ilícitos investigados tiveram um impacto devastador em diversos programas sociais essenciais. Entre eles, a distribuição de refeições a moradores de rua, o amparo a famílias refugiadas da Venezuela, apoio a pacientes em pós-alta hospitalar, realização de cursos profissionalizantes, preparação de alunos para o ENEM, cuidados de pacientes com HIV/AIDS, entre outros. Além disso, as operações ilícitas afetaram gravemente o Hospital Padre Zé, comprometendo o atendimento a populações carentes e necessitadas”, diz a nota.

A defesa do padre Egídio de Carvalho tem afirmado que ele está disposto a colaborar com as investigações e nega o envolvimento dele com irregularidades.

Em nota, a defesa de Jannyne Dantas e Amanda Duarte informou que “apesar da vastidão de documentos colecionados na operação Indignus, nenhum elemento probatório dá conta de que as mesmas de algum modo tenham locupletado-se pessoalmente ou por meio de terceiros, de verbas oriundas do Hospital Padre Zé, sendo certo que, tais afirmações podem ser percebidas desde já, mas contudo, serão devida e cabalmente comprovadas no curso processual”.

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