PLENO PODER
Para vetar Emendas de deputados, João Azevêdo combinou com Aguinaldo e Lucas?
Recursos serão executados, em tese, quando João já tiver deixado o Governo
Publicado em 19/01/2026 às 14:19

O governador João Azevêdo (PSB) vetou parte da LOA (Lei orçamentária Anual) que estabelecia um aumento nas Emendas Impositivas dos deputados estaduais, de 0,9% para 1,5% da Receita Corrente Líquida (RCL) do Estado. A decisão tem desagradado deputados da base e oposicionistas, que prometem derrubar o veto na Assembleia.
Eles dizem que apesar do Governo ter se esforçado para criar uma tese jurídica para sustentar o veto, não há fundamentos para sustentá-la.
É que na decisão sobre a LDO (Lei de Diretrizes Orçamentárias) o ministro Alexandre de Moraes determinou um teto de 1,55% da RCL, enquanto o que foi aprovado pela Assembleia chega a 1,5% - abaixo do teto.
As queixas demonstram que Azevêdo optou por manter a coerência quanto ao tema, já que havia judicializado a LDO, mas admitindo testar a paciência e o humor dos parlamentares - diretamente interessados em mais recursos para distribuir com as bases.
No total a Assembleia pretendia que cada deputado tivesse direito a quase R$ 8 milhões por ano.
Mas há um ponto que não pode ser esquecido. O vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e o tio dele, Aguinaldo Ribeiro (PP), sabiam do veto? Concordam com a medida?
O questionamento é essencial porque caso João decida concorrer ao Senado terá que deixar o Governo nas mãos dos Ribeiros, a partir do início de abril. E quem assumirá (Lucas) é que terá que executar as Emendas. Ou seja: não é difícil imaginar que o veto pode ter sido feito a quatro, ou até mesmo, seis mãos - a saber: de João, Aguinaldo e Lucas.
Com a palavra, os Ribeiros.

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