PLENO PODER
Servidores pedem reajuste e deflagram greve em Campina Grande
Indicativo para a paralisação já estava aprovado desde abril.
Publicado em 01/06/2026 às 14:46

Os servidores de Campina Grande da saúde e de apoio, de outras áreas, aprovaram nesta segunda-feira (01) uma greve das categorias. Os profissionais alegam a ausência de propostas concretas da gestão municipal às reivindicações que foram apresentadas e reajuste salarial.
A paralisação foi aprovada após uma assembleia do Sindicato dos Trabalhadores Públicos do Agreste e Borborema (Sintab). Um indicativo já estava aprovado desde o dia 28 de abril.
De acordo com o Sintab, desde dezembro de 2025 que as categorias encaminham ofícios e busca diálogo com a gestão municipal. Para o sindicato, o período entre a aprovação do indicativo e a deflagração definitiva da greve era "tempo suficiente para que a gestão apresentasse propostas e soluções para os problemas enfrentados pelos trabalhadores".
Os servidores pedem o cumprimento da data-base das categorias, no mês de maio de cada ano.
Mesmo com a greve, existe a manutenção de 30% do quadro de servidores em seus postos de trabalho para que o atendimento aos serviços essenciais seja mantido, como previsto em lei. Servidores de apoio das escolas, creches e demais secretarias municipais aderiram à greve.
"Apesar de todos os esforços realizados pela entidade sindical, não houve avanços concretos que justificassem a suspensão do movimento. Por essa razão, as categorias decidiram deflagrar a greve", diz a nota emitida pelo Sintab.
O Blog entrou em contato com a gestão municipal e, até o momento, não obteve resposta. O espaço, claro, está aberto.
Greve foi barrada pela Justiça em novembro
No ano passado os servidores da Saúde de Campina Grande também iniciaram um movimento grevista. No entanto, menos de uma hora depois de o movimento ser deflagrado, o desembargador Joás de Brito, do Tribunal de Justiça da Paraíba, concedeu uma liminar determinando a suspenção da paralisação.
Na decisão que determinou a suspensão da greve o desembargador sustentou que, uma vez que a saúde é um serviço essencial, a categoria não pode colocar em risco os serviços que são essenciais para a coletividade.
Na época o Sintab não informou se a manutenção dos 30%, prevista em lei, seria respeitada durante a greve.
Texto: Gabriel Abdon

Comentários