PLENO PODER
PT e Lula irão com Veneziano e João para o Senado, mas decisão de Governo ainda está muito aberta
Veneziano diz que aliados tentaram 'forçar a barra' com foto de Nabor ao lado do presidente
Publicado em 12/01/2026 às 18:05

Por tudo o que já foi dito por membros do PT paraibano e pela necessidade de ter aliados no Senado, em um eventual 4º mandato, o presidente Lula (PT) e o seu partido no Estado 'bateram o martelo' quanto à disputa senatorial. Irão apoiar as candidaturas de Veneziano Vital (MDB) e de João Azevêdo (PSB).
Apesar da força exercida pela caneta da Presidência da Câmara, com Hugo Motta (Rep), os petistas não parecem dispostos a dividir esses apoios com o prefeito de Patos, Nabor Wanderley (Rep) - pai de Hugo.
Um quadro bem diferente da disputa pelo Governo do Estado, em que a legenda é cobiçada pelo vice-governador Lucas Ribeiro (PP) e pelo prefeito Cícero Lucena (MDB).
O próprio Veneziano, principal elo entre Lucena e o petista, admitiu nesta segunda-feira que o cenário está "aberto". É que o PT paraibano busca crescer em outubro e avalia qual o melhor movimento. Se com a base de João Azevêdo ou fora dela.
A deputada e presidente estadual da legenda, Cida Ramos, manteve um encontro na Granja Santana com o governador João Azevêdo. O encontro, aparentemente ainda inconclusivo, é mais uma rodada de conversas da sigla com a base e a tentativa de encontrar viabilidade (para o PT) no projeto.
Veneziano espera resposta de padre para compor chapa

Com o apoio do PT e das oposições paraibanas, Veneziano tenta consolidar um movimento para 'fechar a chapa' emedebista na Paraíba. Pretende convencer o padre Fabrício Timóteo a disputar o Senado em outubro.
O religioso é um dos sacerdotes mais conhecidos da Diocese de Patos e ficou famoso fora do seu Bispado ao realizar shows em praça pública em diversas cidades.
"Não há nada a esconder, o convite foi feito ao reverendo Fabrício. Resta ele decidir se a resposta será sim ou não. Identificamos nele um nome novo, sem quaisquer resistências, carismático, bem acolhido. Ele seria a melhor opção", afirmou Veneziano.
Caso o padre Fabrício aceite o convite ele não deve se filiar ao MDB. A tendência é de que assine a ficha de filiação de uma outra legenda oposicionista.
Texto: Gabriel Abdon

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