POLÍTICA
Ricardo diz que Nordeste tem que ser tratado de maneira diferenciada
No encontro dos governadores, em Sergipe, Ricardo e os demais chefes do executivo vão defender que o Nordeste não seja afetado pelo corte no Orçamento federal.
Publicado em 21/02/2011 às 12:39
Da redação
Com Secom-PB
O governador Ricardo Coutinho (PSB) participa desde a manhã desta segunda-feira (21) do XII Fórum de Governadores do Nordeste, em Aracaju. Ele destacou a importância da reativação do evento como forma de construir políticas para o desenvolvimento da região como um todo.Ricardo adiantou que um dos pontos que os chefes de executivo vão levar à presidente Dilma Rousseff (PT), que participa do evento, é a questão dos corte de R$ 50 bilhões no Orçamento federal. Eles querem garantir que não vai haver paralisação de investimentos nos Estados nordestinos.
Ricardo ressaltou que é preciso tratar os desiguais, de forma que a região Nordeste não pode ter o mesmo tratamento do Sudeste. Ele destacou que isso não é bairrismo, mas uma constatação de quem compreende a situação da União e de Estados como a Paraíba, com 68% da sua receita somente com despesa de pessoal do Executivo.
“Estamos fazendo o dever de casa com contenção de despesas, de contratações, a diminuição da folha de pessoal requer do Governo Federal a sensibilidade necessária para fazer com que o Estado volte a normalidade com investimento e desenvolvimento e só vamos ter desenvolvimento se a União ajudar os governadores”, disse Ricardo.
Ricardo destacou que é preciso que os goverandores tenham consiência que a região tem problemas em comum e por isso é preciso que haja um trabalho de convergência para a construção de uma política regional. “Uma política com base na agregação de valores dos Estados e, ao mesmo tempo, na consciência que toda região tem problemas comuns e é preciso aproximar e convergir para desenvolver uma capacidade de desenvolver o Nordeste de forma integrada”, completou.
Como problema comum da região o governador citou a questão da segurança pública e disse que ela não pode ser tratada separadamente.“ É importante que haja mais que a cooperação que está havendo com o Governo Federal, mas uma política única para a região. Para isso a participação da União é fundamental porque não dá para deixar os Estados resolverem separadamente suas pendências com as polícias, por exemplo, a questão salarial”, afirmou.

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