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POLÍTICA

Supremo pede à PF para investigar manifestações contra Lewandowski

 Para o STF, a conduta representou “inaceitável atentado à credibilidade” da Corte.  

Publicado em 06/07/2016 às 19:35

A Secretaria de Segurança do Supremo Tribunal Federal (STF) pediu nesta quarta-feira (6) que a Polícia Federal investigue os responsáveis pela confecção de um boneco inflável que satirizou a imagem do presidente da Corte, Ricardo Lewandowski, em manifestação favorável ao impeachment realizada mês passado na Avenida Paulista, em São Paulo.

No ofício, que não foi assinado por Lewandowski, o órgão que é ligado à presidência do STF, informou que o ministro e o procurador-geral da República, Rodrigo Janot, que também foi alvo das manifestações, foram identificados “pejorativamente como petralhas”. Para o STF, a conduta representou “grave ameaça à ordem pública e inaceitável atentado à credibilidade” da Corte Suprema.

Honra

“Configuram, ademais, intolerável atentado à honra do chefe desse poder e, em consequência, à própria dignidade da Justiça brasileira, extrapolando, em muito, a liberdade de expressão que o texto constitucional garante a todos os cidadãos, quando mais não seja, por consubstanciarem, em tese, incitação à prática de crimes e à insubordinação em face de duas das mais altas autoridades do país”, acrescentou o ofício.

No documento, a secretaria também pede ao diretor-geral da PF, Leandro Daiello, que a corporação tome medidas para evitar novos constrangimentos ao presidente do Supremo.

“Em face do exposto, solicito sejam tomadas, em caráter de urgência, as medidas pertinentes para que os responsáveis por tais atos sejam chamados à responsabilidade, pedindo que se envidem todos os esforços da corporação no sentido de Interromper a nefasta campanha difamatória contra o chefe do Poder Judiciário, de maneira a que esses constrangimentos não mais se repitam. Solicito ainda a atuação da PF no âmbito das redes sociais, em que o endereço residencial do senhor presidente do STF foi amplamente divulgado”, conclui o texto.

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Jornal da Paraíba

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