POLÍTICA
Trump perdeu ou ganhou as eleições? Veja como ficaram o Senado e a Câmara dos Estados Unidos
Pelos próximos dois anos, Partido Democrata terá maioria nas duas casas, o que causará desafios ao governo do presidente Donald Trump.
Publicado em 04/11/2026 às 14:02 | Atualizado em 04/11/2026 às 14:17

O presidente republicano Donald Trump sofreu uma derrota histórica nas eleições legislativas de meio de mandato dos Estados Unidos, realizadas na terça-feira (3). Na madrugada desta quarta-feira (4), o Partido Democrata, opositor de Trump, confirmou a conquista da maioria nas duas Casas do Congresso americano, retirando do Partido Republicano o controle que tinham sobre o Legislativo.
No Senado, os democratas chegaram a 54 das 100 cadeiras, com 20 senadores eleitos, sendo sete em disputas nas quais conseguiram derrotar candidatos republicanos. Os republicanos somavam 44 assentos, enquanto duas vagas ainda aguardavam resultado.
Na Câmara dos Deputados, os democratas também avançaram e conquistaram 25 cadeiras que estavam sob controle republicano, em distritos de mais de dez estados. Até a última atualização, a legenda havia alcançado 228 assentos, contra 139 dos republicanos. Outras 68 cadeiras ainda estavam com a apuração pendente.
A vitória democrata representa uma mudança significativa no equilíbrio de forças em Washington e uma derrota política para Trump, que perdeu a maioria republicana nas duas Casas do Congresso.
As eleições de meio de mandato são realizadas a cada dois anos. Nesse processo, todas as 435 cadeiras da Câmara são renovadas, e um partido precisa conquistar pelo menos 218 assentos para garantir a maioria absoluta. No Senado, 35 das 100 cadeiras estavam em disputa nesta eleição.
Midterms: como funcionam as eleições de meio de mandato
Diferentemente do Brasil, o Congresso dos Estados Unidos passa por uma renovação parcial a cada dois anos. Quando essas eleições acontecem na metade do mandato presidencial, recebem o nome de midterms, ou eleições de meio de mandato.
O sistema eleitoral americano estabelece mandatos de dois anos para os deputados e de seis anos para os senadores. Por isso, a cada dois anos, todas as 435 cadeiras da Câmara dos Representantes são colocadas em disputa, enquanto aproximadamente um terço do Senado é renovado.
Nas eleições deste ano, além das 435 vagas da Câmara, os eleitores também escolheram representantes para 35 das 100 cadeiras do Senado.
Vitórias do Partido Democrata em estados conservadores
O Partido Democrata conquistou vitórias históricas em estados tradicionalmente conservadores dos Estados Unidos, ampliando a derrota política do presidente Donald Trump nas eleições legislativas.
As derrotas foram consideradas uma forte rejeição a Trump, que utilizou sua influência política para apoiar candidatos que acabaram derrotados nas urnas.
No Texas, Trump havia declarado apoio a Ken Paxton, procurador-geral do estado envolvido em diversos escândalos, durante as primárias republicanas contra o senador John Cornyn. Na ocasião, Cornyn e lideranças nacionais do partido alertaram que Paxton poderia enfrentar dificuldades na eleição geral, colocando em risco tanto recursos financeiros da legenda quanto o controle republicano em Washington.
Na Carolina do Sul, o presidente também apoiou Darline Graham, apesar das críticas internas sobre sua falta de experiência e conhecimento para disputar a cadeira anteriormente ocupada por seu irmão, Lindsey Graham, após a morte inesperada dele.
Outro revés republicano aconteceu em Ohio, onde o democrata Sherrod Brown derrotou o senador Jon Husted. Trump havia visitado o estado diversas vezes para fazer campanha em favor do republicano.
Os democratas também conquistaram uma cadeira na Carolina do Norte e conseguiram manter posições importantes em New Hampshire e na Geórgia.
Na Geórgia, o senador democrata Jon Ossoff garantiu a reeleição ao derrotar o deputado Mike Collins, impedindo o avanço republicano em uma disputa considerada estratégica pelo partido. Em New Hampshire, Chris Pappas venceu o ex-senador John Sununu e conquistou a vaga da democrata Jeanne Shaheen, que está se aposentando.
Além dessas vitórias, outros senadores democratas foram reeleitos com facilidade, entre eles Cory Booker, em Nova Jersey, Ed Markey, em Massachusetts, e John Hickenlooper, no Colorado. Já Juliana Stratton foi eleita para ocupar a cadeira do senador democrata Dick Durbin.
*com informações de g1

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