QUAL A BOA?
“Auê’: Coletivo Candiero fica em alta após polêmica com música gravada em João Pessoa
Música 'Auê (A Fé Ganhou)' do Coletivo Candiero faz parte do projetio 'O Grande Banquete - Ao Vivo em João Pessoa
Publicado em 06/02/2026 às 15:57
A banda Coletivo Candiero apareceu em alta nas plataformas digitais nos últimos dias. O destaque para o grupo cristão foi puxado pela música ‘Auê (A Fé Ganhou’), parte do projeto ‘O Grande Banquete - Ao Vivo em João Pessoa’, álbum gravado no Teatro de Arena, do Espaço Cultural. ‘Auê’ gerou debates e polêmica entre a comunidade evangélica.
Na estrada desde 2019, o grupo conta com 16 artistas nordestinos provenientes da Bahia, Ceará, Paraíba, Pernambuco e Rio Grande do Norte. Mas a base do Coletivo Candiero é a capital paraibana. Marco Telles, líder do grupo, é radicado em João Pessoa.
O clipe de 'Auê' (A Fé Ganhou)” foi lançado no dia 27 de janeiro e ultrapassou a marca de 1 milhão de views no Youtube em menos de dez dias. No dia 3 de fevereiro, o clipe ficou em 7º lugar no ranking das músicas em alta no Brasil e em 12º no ranking de vídeo de músicas em alta no dia.
O mesmo se repetiu no Spotify no dia 4 de fevereiro com a versão em estúdio de “Auê” ficando em 6º lugar nos charts do Viral Songs Brazil e entrando na playlist “50 que Viralizam - Brasil”.

O single gerou debates na internet, sendo criticado por setores da comunidade evangélica e defendido por outros. De forma geral, os críticos apontavam que não seria uma música cristã, como o grupo coloca. A polêmica ficou em torno do trecho que diz: “Agora que o Zé entrou e todo mundo viu / E todo mundo olhou e todo mundo riu / Ninguém se acostumou, mas o Céu se abriu / Agora que a fé ganhou e a Maria sambou / Sua saia balançou, alguém se incomodou / Com a cor que ela mostrou, mas o Céu coloriu / Auê, dança na ciranda da fé”.
A polêmica, inclusive, chamou atenção de pessoas que não conheciam o trabalho do grupo.
Em um vídeo disponível no YouTube, o compositor Marco Telles explica que a inspiração surgiu quando o grupo visitou um centro cultural dos pataxós, na Bahia.
“E a gente teve um dia inteiro de experiência e foi maravilhoso. Aprendemos um monte de coisa, dançamos, comemos e celebramos a Deus com eles. Em um determinado momento, um dos pajés disse "Agora vai começar o nosso auê” e explicou que auê, em tupi-guarani, é festa. Eu disse pro Filipe da Guia que ia fazer uma música com esse refrão porque é o jeito do brasileiro fazer festa por aquilo que de mais precioso já poderia ter acontecido que é nossa salvação”, disse.
“Todo mundo conhece um Zé ou uma Maria. São os nomes mais comuns do Brasil. Encontramos eles em nossas casas, ruas e igrejas. Provavelmente tem alguém com esses nomes nas nossas famílias e, por mais comuns que sejam, são pessoas convidadas para o banquete de Deus. Ele sempre olhou para o simples e humilde”, pontuou a cantora Ana Heloysa, uma das vozes de ‘Auê’.

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