Surto de coceira: médico paraibano alerta para hidratação e higiene

Casos de lesões na pele que causam coceira estão sendo investigado em Pernambuco; infectologista Fernando Chagas alerta cuidados.

Surto de coceira: médico paraibano alerta para hidratação e higiene

O médico infectologista Fernando Chagas,  diretor do Hospital Clementino Fraga, alerta aos paraibanos para cuidados com hidratação e higiene em casos de suspeita de ‘coceira’, doença que tem causado surto em Pernambuco.

De acordo com Fernando, em caso de suspeita, o paciente deve procurar atendimento médico de imediato, hidratar a área e reforçar a higiene pessoal e do local que habita: não dividir itens como toalha, roupas de cama, reforçar a limpeza destes e evitar contato com outras pessoas.

A doença, ainda não identificada, tem sido investigada pelos profissionais de saúde em Pernambuco. Neste estado, uma das hipóteses é que a doença seja uma escabiose ‘reforçada’, com mais resistência –  uma resistência que pode ser sido causada pelo uso de irregular de ivermectina.

Fernando Chagas ainda alertou que a escabiose é altamente contagiosa e além do risco de infecção também pode originar uma infestação de piolhos – que também podem estar mais resistentes a ivermectina.

Em Pernambuco, 11 municípios registraram caso da doença. Segundo informações do g1 Pernambuco, o estado está com cerca de 199 casos notificados pela Secretaria de Saúde do Estado até quinta-feira (25).

Veja também  Campina Grande vacina crianças com deficiência, autismo e comorbidades nesta terça-feira (18)

 

> Escabiose

 

Sarna ou escabiose é uma parasitose humana causada pelo ácaro Sarcoptes scabiei variedade hominis. O contágio se dá somente entre humanos, por contato direto com pessoa ou roupas e outros objetos contaminados.

> Secretaria de Saúde da Paraíba faz alerta

Uma nota técnica da Secretaria de Saúde da Paraíba (SES-PB) alertou que os profissionais de saúde devem notificar casos suspeitos. O documento apresenta, ainda, o padrão da doença. Ela tem acometido, principalmente, as crianças, prioritariamente as que moram nas proximidades de áreas de mata atlântica e açudes.

Os principais sintomas apresentados foram lesões cutâneas, principalmente nos membros superiores e tronco, acompanhadas de escoriações. Embora não tenha sido frequente, houve relato de dor de garganta, diarreia, febre e outros, em uma proporção menor de casos.

Embora nenhum caso tenha sido confirmado na Paraíba, a SES solicita que qualquer indivíduo com sintomas semelhantes deve ter o estado de saúde notificado à secretaria, para garantir acompanhamento e prevenir que a doença se alastre.