André Telis

IHU: nova variante da Covid é identificada na França: entenda a doença.

Pesquisadores de Marselha divulgaram essa semana resultado de mapeamento genético de vírus.

Agência Brasil

França identifica nova variante da COVID, a IHU. Pesquisadores de Marselha divulgaram essa semana resultado de mapeamento genético de vírus. Variante parece ser tão contagiosa quanto a ômicron.

Se a mal tivemos tempo de  conhecer a “nova” variante ômicron descrita pela primeira vez na África do Sul no finalzinho de novembro, agora o foco já é outro.

Enquanto assistimos a uma escalada vertical do número diário de casos (só nas últimas 24 horas foram mais de 2 milhões e 600 mil casos no mundo), somos informados por cientistas franceses que uma nova variante chamada de IHU já acometeu dezenas de pessoas.

Pesquisadores do Instituto Hospitalar Universitário de Marselha identificaram uma nova variante do coronavírus com cerca de 46 mutações genéticas. A chamada de IHU (sigla do Instituto) pode estar associada a um possível aumento na transmissão da doença, ou seja, ainda mais contagiosa que a ômicron.

Como surge uma variante: França identifica nova variante da COVID

Um variante surge após o vírus sofrer várias mutações genéticas durante sua multiplicação. Quando ela passa a se replicar e é identificada como causada num grupo de doentes é considerada uma nova variante. Ou seja, quanto mais o vírus se replica, mais chance ele tem de se sofrer mutações e gerar novas variantes.

Por enquanto pouco ou nada sabemos sobre a IHU, ainda não há indícios que ela induza infecções mais graves, porém já se sabe que ela é tão transmissível quanto a ômicron.

O aumento de casos de pacientes com sintomas respiratórios em hospitais e emergências em todo país acende uma luz amarela sobre a abertura gradual das medidas de restrição.

Seria essa escala do vírus fruto das festas de fim de ano? Poderíamos esperar algo bem pior com os festejos de carnaval que se aproximam?

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Vacinas inibe novas variantes

Até mesmo quem está totalmente vacinado, e que acreditava que as vacinas eram a solução para que a rotina pudesse voltar ao normal está vendo com perplexidade a atual fase da pandemia.

Testes, testes e mais testes

A ideia é que pessoas com qualquer sintoma gripal faça teste. Isso possibilita a identificação precoce de doentes, o isolamento e diminuição de disseminação de vírus e ainda, a geração de conhecimentos epidemiológicos que possam apoiar decisões futuras no manejo da pandemia.

Auto-testes usados em países como Estados Unidos e Europa seriam um estratégia para triar pacientes e conter riscos. Aqui no Brasil, sequer a Anvisa aprovou esses testes.

Idealmente entre 3 e 5 dias após o contato com portadores ou mesmo com sintomas a testagem deve ser realizada. Idealmente o PCR, nasal e oral (aquele do cotonete). Essa seria a melhor estratégia para evitar que falso-negativos ( pessoas com o vírus e exames negativos).

Se fiz o teste rápido e deu negativo, o que devo fazer?

Se apresentar sintomas, mas o resultado do teste for negativo para covid-19, refaça o teste outras vezes, guardando pelo menos 24 horas entre cada um.

E se o resultado vier positivo?

Qualquer um com um teste positivo a ficar em casa ou se isolar por 10 dias e usar máscaras perto de outras pessoas. É preciso avisar  qualquer pessoa que teve contato próximo nos últimos dois dias e alertar seu médico.

Caso você está totalmente vacinado e não tem sintomas, repita o teste rápido em 24 horas. Até lá, fique isolado. Caso o outro teste venha positivo, você provavelmente tem a infecção. Se o outro teste vier negativo, faça um PCR. Até lá, isolamento é necessário.

Vacina é a melhor estratégia

As vacinas até agora se mostraram efetivas até contra as novas variante, mas é importante estar vacinado a pelo menos 30 dias para ter imunidade. Portanto, vacine-se.