André Telis

Pandemia está perdendo o fôlego: a média de casos caiu 37%

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Pandemia está perdendo o fôlego: a média de casos tem caído.

Nesta semana, a Organização Mundial da Saúde anunciou pela segunda vez neste ano uma queda no número de novos casos de covid-19 no mundo.  Aqui no Brasil a gente já observa uma queda também.  A média móvel de casos caiu 37% em relação aos últimos quinze dias.

Vendo essa notícias a gente já consegue ver uma luz no fim do túnel. É o quarto dia seguido que a média móvel de casos vem caindo.

Analisando os dados da pandemia em outras partes do mundo, a gente observa que depois do pico de casos, houve uma redução das médias  de novos casos em três semanas e já é possível ver diminuir-se  as medidas de restrição.

De acordo com os dados da Universidade de Oxford,  nos Estados Unidos e Inglaterra é possível observar que depois de um pico de contágio, nota-se queda abruta de novos diagnósticos.  Já aqui no Brasil, a gente também observa que os números vêm caindo. Se a tendência se repetir por aqui, em poucas semanas teremos um cenário bem mais calmo.

Os indicadores demonstram que a ômicron, está perdendo fôlego

A média de disseminação brasileira vem caindo. Essa semana, de acordo com dados do observatório de Oxford está em 1,22. O ideal é que esteja  menor que 1. Aqui na Paraíba, a média de transmissibilidade  chegou próximo a 5 em janeiro,  atualmente vemos uma queda progressiva dos casos.

A tendência é claramente de redução da transmissão.

Claro que essas ondas de contágio nos deixam receosos. Nesses dois últimos anos, todas as vezes que íamos respirando, vinha uma nova variante, aí era um novo pico de contágio e muitas mortes.

Agora, tudo indica, é diferente.

Quando a gente analisa historicamente outras pandemias, há um momento na trajetória dessas crises sanitárias que há uma tendência ao fim.  É o que parece estarmos vivendo agora.

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Para o próprio diretor da organização mundial da Saúde, Hans kluge, “esse momento nos dá a possibilidade de um longo período de tranquilidade”. Ele avalia que esse momento “é uma trégua que pode trazer uma paz duradoura”.

Qualquer previsão é sempre delicada

Temos  que ser cautelosos. A chance de sermos surpreendidos por uma nova onda é bem pequena, mas não podemos garantir que isso não aconteça.

O ritmo mudou e pandemia está perdendo o fôlego

Pelo menos três condições são indispensáveis para o término de uma pandemia segundo a epidemiologia: vacinas, perda da força do agente causador  e a grande imunidade adquirida por terem contraído a doença. Isso já é uma realidade.

Sem vacinas estaríamos muito longe de enxergar qualquer possibilidade de fim. Além  elas impedirem que cepas mais virulentas surjam, elas salvam vidas, embora muitos ainda insistam em negar sua importância.

A realidade vem mudando no mundo

Muitos países e cidades começaram a levantar as restrições mais severas. Em Nova York , por exemplo, não é preciso mais usar máscara em locais abertos ou fechados. A europa segue o mesmo movimento.  No Reino Unido, desde 9 de janeiro não se exige máscara em lugares públicos, não há limitação de público em bares e restaurantes e nem se exige a  apresentação de certificado de vacina.

Depois de tanto tempo de sobe e desce, vivemos certa ansiedade em relação à retomada de uma “normalidade”.  Mas ao que tudo indica, esse caminho parece sem volta. A torcida agora é para que não nos surpreendamos com uma nova variante que possa acabar nossa esperança.