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CONVERSA POLÍTICA

Caso Master: CNJ manda TJPB explicar depósitos judiciais mantidos com BRB

O montante sob análise chega a aproximadamente R$ 30 bilhões, segundo matéria do Valor Econômico.

Publicado em 20/02/2026 às 14:53 | Atualizado em 20/02/2026 às 18:09


				
					Caso Master: CNJ manda TJPB explicar depósitos judiciais mantidos com BRB
GUSTAVO LIMA

O corregedor nacional de Justiça, ministro Mauro Campbell Marques, determinou a intimação do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e de outros quatro tribunais estaduais para que apresentem, em 15 dias, informações detalhadas sobre a gestão de depósitos judiciais mantidos no Banco de Brasília (BRB).

O montante sob análise chega a aproximadamente R$ 30 bilhões, segundo matéria do Valor Econômico. Além da Paraíba, também foram notificados os tribunais de Alagoas, Bahia, Maranhão e o Tribunal de Justiça do Distrito Federal.

Pedido de providências aponta movimentações atípicas

A medida do CNJ ocorre no âmbito de um pedido de providências protocolado pelo advogado Alex Ferreira Barralho junto ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). No documento, o autor aponta a existência de “movimentações atípicas” relacionadas à administração dos depósitos judiciais vinculados ao BRB.

Esses valores são depositados por partes envolvidas em processos judiciais e permanecem sob custódia do Judiciário até decisão final. Por isso, qualquer dúvida sobre a gestão ou a solidez da instituição financeira responsável tende a gerar preocupação, já que envolve recursos de terceiros e a própria credibilidade do sistema de Justiça.

Investigações ampliam atenção sobre o Banco de Brasília

O BRB está no centro de investigações conduzidas pela Polícia Federal, que apura suspeitas de gestão fraudulenta. O banco também ganhou destaque após tentar adquirir o Banco Master, operação que acabou barrada pelo Banco Central no ano passado.

Além disso, há um inquérito em tramitação no Supremo Tribunal Federal (STF) para apurar se o Banco Master teria emitido títulos de crédito sem lastro, conhecidos como “títulos podres”, e se essas carteiras teriam sido assumidas pelo BRB durante a negociação que não avançou.


				
					Caso Master: CNJ manda TJPB explicar depósitos judiciais mantidos com BRB
Foto: Ednaldo Araujo. Jornal da Paraíba

Paraíba monitora contrato e uso do “pix judicial”

Em nota ao Conversa Política, o TJPB disse que o contrato com o BRB foi fruto de uma licitação da qual o banco saiu vencedor, após o fim do contrato com o Banco do Brasil.

"É imperativo esclarecer que o Tribunal de Justiça da Paraíba NÃO FEZ TRANSFERÊNCIA DIRETA DE RECURSOS PARA O BRB, essa mudança aconteceu de forma automática, resultado natural, prático e óbvio da LICITAÇÃO", diz o tribunal.

O TJPB também lembrou do processo administrativo que foi aberto para acompanhar a capacidade técnico-financeira do BRB de seguir administrando cerca de R$ 2,6 bilhões em depósitos judiciais. A iniciativa ocorre em meio ao avanço das investigações e ao aumento do escrutínio nacional sobre o banco.

Uma das preocupações é com a implantação do chamado “pix judicial”, produto desenvolvido pelo BRB e contratado pelo TJPB desde março de 2025. A ferramenta tem como objetivo acelerar o pagamento de valores judiciais, mas também ampliou a necessidade de monitoramento sobre a segurança e a governança do sistema.

"Até o momento não há qualquer elemento que indique descumprimento das condições exigidas na licitação", afirma o TJ, na nota.

BRB diz que investigações não afetam contrato

Em nota encaminhada ao Jornal da Paraíba, o BRB afirmou que as investigações da Operação “Compliance Zero” não impactam a segurança operacional do contrato firmado com o tribunal paraibano. Segundo o banco, o acordo segue plenamente em execução.

A instituição também destacou possuir estrutura financeira robusta, governança adequada e tecnologia suficiente para garantir eficiência e transparência na gestão dos depósitos judiciais.

Agora, caberá aos tribunais prestar esclarecimentos ao CNJ sobre os mecanismos de controle adotados para administrar recursos bilionários que permanecem sob guarda do Judiciário.

Imagem ilustrativa da imagem Caso Master: CNJ manda TJPB explicar depósitos judiciais mantidos com BRB

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

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