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ESPORTES

Esportes na Paraíba: MPF e MPPB recomendam protocolo de segurança para eventos no estado

Documento apresenta exigências para corridas de rua e triatlo, com foco na prevenção e resposta à morte súbita cardíaca.

Publicado em 25/04/2026 às 6:00 | Atualizado em 25/04/2026 às 8:25

O Ministério Público Federal (MPF) e o Ministério Público da Paraíba (MPPB) publicaram uma recomendação conjunta voltada à segurança em eventos esportivos realizados no estado. O documento foi encaminhado à Federação Paraibana de Atletismo, organizadores de competições e às secretarias municipais de mobilidade urbana.


				
					Esportes na Paraíba: MPF e MPPB recomendam protocolo de segurança para eventos no estado
Corrida de rua é cada vez mais procurada na Paraíba. (Foto: Freepik)

O objetivo é estabelecer regras mais rigorosas, especialmente para corridas de rua, provas de trilha e triatlos. A medida surge em meio ao crescimento dessas modalidades e ao registro recente de casos de morte súbita durante competições.

Segundo os órgãos, há necessidade de adoção de protocolos mais eficazes para prevenir, identificar precocemente e responder a emergências médicas, sobretudo de natureza cardiovascular.

Entre as principais mudanças, está a obrigatoriedade do chamado “permit” técnico — uma autorização emitida pela Federação Paraibana de Atletismo ou pela Confederação Brasileira de Atletismo (CBAt).


				
					Esportes na Paraíba: MPF e MPPB recomendam protocolo de segurança para eventos no estado
João Pessoa e Cabedelo costumam receber provas nos fins de semana. (Foto: Reprodução/Redes sociais/@maratonadejoaopessoa)

O documento atesta que o evento cumpre critérios de segurança e integridade esportiva e passa a ser requisito indispensável para a realização de provas.

A recomendação orienta ainda que prefeituras não concedam alvarás para eventos em vias públicas sem a apresentação prévia desse “permit” e de um plano médico detalhado. Da mesma forma, a federação deve suspender autorizações para organizadores que não comprovem o cumprimento das exigências.

Os Ministérios Públicos também destacam que eventos esportivos não podem ser dispensados dessas regras apenas por não utilizarem a denominação de “corrida”.

Os organizadores também deverão orientar, já na fase de divulgação, sobre a importância de avaliação médica prévia — especialmente para pessoas com mais de 35 anos, com comorbidades, histórico de doenças cardíacas ou casos de morte súbita na família.

As medidas incluem:

  • Disponibilização de desfibriladores externos automáticos (DEA) em pontos estratégicos, garantindo atendimento em até cinco minutos;
  • Presença de ambulâncias e motolâncias equipadas, com suporte avançado de vida;
  • Definição prévia de unidades de saúde de referência;
  • Indicação de responsável técnico médico e comprovação de capacitação das equipes em suporte básico (BLS) e avançado de vida (ACLS);
  • Criação de um canal único de comunicação para emergências;
  • Realização de simulações periódicas do atendimento.

Além disso, os percursos deverão contar com sinalização clara para atendimento médico.

A Federação Paraibana de Atletismo terá prazo de 10 dias, para informar se acatará a recomendação. Se aceito, a entidade vai ter 30 dias para adequar o processo de emissão do “permit” técnico às novas diretrizes.

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