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CONVERSA POLÍTICA

NA CBN: Cícero reage a investigações sobre Lauremília e se compromete a rever PPP da Cagepa

Ex-prefeito de João Pessoa, o emedebista participou da Sabatina da CBN Paraíba com pré-candidatos ao governo, iniciada nesta segunda-feira (13).

Publicado em 13/07/2026 às 12:10


					NA CBN: Cícero reage a investigações sobre Lauremília e se compromete a rever PPP da Cagepa
reprodução/Youtube

O ex-prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), subiu o tom para defender sua esposa e ex-primeira-dama, Lauremília Lucena, envolvida em investigações da Polícia Federal que apuram um suposto elo entre pessoas ligadas à gestão municipal e facções criminosas,, durante a Sabatina da CBN Paraíba com pré-candidatos ao governo, iniciada nesta segunda-feira (13),

Na entrevista, Cícero aproveitou para reforçar o discurso que pretende levar à campanha de 2026, trazendo críticas ao formato de concessão dos serviços da Cagepa e ao respeito às forças de segurança.

O emedibista também comentou sobre temas ambientais sensíveis que marcaram a sua gestão, como a Barreira do Cabo Branco e a Lei do Gabarito.

Defesa de Lauremília e resposta à investigação da PF

Ao comentar sobre as investigações da PF, Cícero negou qualquer vínculo da família com facções criminosas e atribuiu as acusações a adversários políticos, ao afirmar que o assunto ressurge sempre em períodos eleitorais.

"A Paraíba conhece Lauremília, seu compromisso social e o trabalho que realiza. Qualquer tentativa de incriminá-la é irresponsável, principalmente quando alimentada por adversários. Repudio qualquer convivência com qualquer segmento criminoso. A tentativa de me envolver foi mais uma tentativa política", afirmou.

Nas eleições 2024, Lauremília chegou a ser presa preventivamente, no âmbito da Operação Território Livre.Janine Lucena, filha de Cícero e ex-scretária executiva da Saúde, também já tinha sido alvo de busca na Operação Mandare. Cícero é alvo de inquérito policial.

"O bandido não escreve na testa"

Questionado se reconhecia alguma falha administrativa que pudesse ter contribuído para as investigações, o prefeito afirmou que a Prefeitura adota critérios para a nomeação de servidores, incluindo a exigência de certidões de antecedentes criminais.

Ele argumentou, porém, que não há como identificar previamente pessoas que venham a ser investigadas. "O bandido não escreve na testa que é bandido", disse, argumentando, ainda, que algumas das pessoas citadas nas investigações já integravam administrações anteriores.

Críticas à PPP da Cagepa

Na entrevista, Cícero também criticou o modelo de concessão dos serviços da Cagepa à iniciativa privada, uma das principais bandeiras do Governo do Estado na área de saneamento.

O prefeito afirmou ser contrário à forma como o processo foi conduzido e criticou a ausência de um debate mais amplo com prefeitos, Assembleia Legislativa e população. Segundo ele, uma decisão com impacto direto sobre a tarifa de água deveria ter sido precedida de discussões públicas e de maior transparência.

Cícero também questionou o resultado do leilão, o financiamento previsto pelo BNDES para os investimentos da futura concessionária e comparou o modelo adotado na Paraíba ao de Alagoas, onde, segundo ele, houve maior concorrência e melhor retorno financeiro para o Estado.

Em um aceno ao eleitorado, afirmou que, caso seja eleito governador, pretende revisar o contrato. "As pessoas que vão pagar a conta precisam saber se estão de acordo em pagar essa conta ou não. Isso é transparência, é responsabilidade, é compromisso com a a questão pública", defendeu.

Barreira do Cabo Branco e polêmica da Lei do Gabarito

Questionado sobre dois temas que marcaram sua passagem pela Prefeitura de João Pessoa, Cícero dividiu a cobrança com o Estado ao justificar a demora nas obras definitivas da Barreira do Cabo Branco. Segundo ele, a prefeitura concluiu as obras ocultas de drenagem e tem propostas modernas de engenharia (como injeção de concreto e mantas vegetadas), mas depende de um estudo travado em Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) com o Ministério Público e o governo estadual para obter as licenças necessárias.

Sobre a verticalização e a polêmica "Lei do Gabarito", Cícero voltou a defender as mudanças aprovadas durante sua gestão.

Ele afirmou que decisões judiciais reconheceram a competência do município para legislar sobre o tema e sustentou que a legislação municipal mantém regras mais rígidas do que as previstas na Constituição estadual para a proteção da orla. A mudança, no entanto, é questionada pelo Ministério Público e ambientalista por ser flexível em determinados pontos.

"Eu cumpro a lei e continuarei cumprindo. Se alguém construiu a mais, sou favorável a que seja penalizado", concluiu o gestor.

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Imagem ilustrativa da imagem NA CBN: Cícero reage a investigações sobre Lauremília e se compromete a rever PPP da Cagepa

Angélica Nunes Laerte Cerqueira

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