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COTIDIANO

Família procura paraibana que está há mais de 40 dias sem contato na Espanha

Mônica Maria da Silva, de 36 anos, é natural de Pedras de Fogo. Família recebeu imagens de Mônica após supostas agressões acontecidas em abril.

Publicado em 17/08/2026 às 18:24


					Família procura paraibana que está há mais de 40 dias sem contato na Espanha
Arquivo Pessoal/Cristina Silva

Uma paraibana de 36 anos está desaparecida há mais de 40 dias em Barcelona, na Espanha. Mônica Maria da Silva, natural de Pedras de Fogo, na Paraíba, morava no país europeu e trabalhava como cabeleireira. O último contato dela com a família aconteceu em 4 de julho.

Segundo a irmã de Mônica, Cristina, a família percebeu que havia algo de errado depois que ela deixou de entrar em contato com a filha de seis anos, que está no Brasil sob os cuidados dos familiares.

Mônica teria ido para a Espanha pela primeira vez em 2021. Depois de retornar ao Brasil, ela voltou ao país europeu em 2024. Conforme o relato da irmã, em outubro daquele ano, Mônica esteve no Brasil acompanhada da filha e deixou a criança com a família antes de retornar para a Espanha.

A paraibana morava próximo à estação de metrô Can Cuiàs, na região de Ciutat Barcelona, perto de Sant Coloma de Gramenet.

"(O consulado) disse que não tem o poder de investigação e que eu tenho que alcançar a Interpol, que é o que eu estou tentando fazer. Eu estou vendo que está muito difícil de conseguir isso. É muito difícil. Uma polícia joga você para um lado, outra para o outro, sabe? E a gente não tem o contato. A gente não consegue resolver isso sem eles, eu acredito, né?" disse Cristina à TV Cabo Branco.

Ao Jornal da Paraíba, o Itamaraty informou que tem conhecimento do caso e está em contato com a família, a quem tem prestado a assistência consular. O órgão não informou, até a publicação desta reportagem, se há alguma investigação em andamento pelas autoridades espanholas nem deu detalhes sobre o paradeiro de Mônica.

Família recebeu imagens e relatos de possíveis agressões


					Família procura paraibana que está há mais de 40 dias sem contato na Espanha
Arquivo Pessoal/Cristina Silva

Durante as buscas, uma antiga cliente de Mônica entrou em contato com a família e enviou vídeos, fotos e conversas que teria recebido da paraibana. De acordo com Cristina, em uma das mensagens, enviada em abril, Mônica teria pedido à mulher que guardasse o material porque poderia ficar sem o celular.

A irmã afirma que, nas imagens, Mônica aparece ao lado de um homem que não era conhecido pela família, com quem ela mantinha um relacionamento. Cristina também relata ter recebido fotos nas quais a irmã aparece com unhas arrancadas e informações de que ela teria sido agredida pelo homem.

A família também recebeu a informação de que Mônica teria passado pelo SARA (Servicio de Atención, Recuperación y Acogida), serviço de atendimento e acolhimento para mulheres vítimas de violência.

As amigas de Mônica informaram que a última vez que conversaram com ela foi no dia 15 de junho.

As suspeitas de agressão, contudo, são baseadas nos relatos apresentados à família e não foram confirmadas pelas autoridades espanholas.

Ainda de acordo com a irmã, a filha de seis anos, que está no Brasil, tem tido dificuldades para dormir "Ela passa uns dias agitada, sem dormir direito. Eu observei, ela não consegue falar que está com saudade (...) O que eu posso fazer é dar carinho, amor, cuidar bem e esperar que a mãe dela apareça, né?"

Família tenta contato com autoridades


					Família procura paraibana que está há mais de 40 dias sem contato na Espanha
Arquivo Pessoal/Cristina Silva

A família registrou um boletim de ocorrência no Brasil e encaminhou a documentação ao Itamaraty e ao Consulado do Brasil em Barcelona, na tentativa de obter auxílio para localizar Mônica. O consulado informou a ela que Mônica foi vista há 20 dias, durante uma abordagem, mas não entrou em detalhes com a família sobre o acontecido.

O Itamaraty informou ao Jornal da Paraíba, através de nota, que tem conhecimento do caso, está em contato com a família e tem prestado assistência consular.

Em entrevista com a TV Cabo Branco, a Cristina falou sobre como seus pais estão lidando com a situação "Minha mãe fica lá, desmaiando e voltando. Minha mãe já tomou medicação, agora vive dopada, chorando pelos cantos. E meu pai, meu Deus. Eu quero uma resposta para eles."

Imagem

Jornal da Paraíba

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