COTIDIANO
Homem foi morto na UEPB por arma comprada em janeiro e registrada pelo suspeito, diz polícia
Segundo a Polícia Civil, o suspeito frequentava um clube de tiro e usou a mesma arma do crime na UEPB para atirar contra a própria cabeça.
Publicado em 04/04/2025 às 13:19

A Polícia Civil confirmou, em coletiva realizada na manhã desta sexta-feira (4), que o assassinato ocorrido dentro da Universidade Estadual da Paraíba (UEPB), em Campina Grande, na noite de quinta (3), foi premeditado e motivado por vingança. O suspeito, Flávio Medeiros, havia comprado legalmente uma pistola calibre 38 no fim de janeiro deste ano e utilizou a mesma arma no crime que matou o comerciante Keine Diniz, que tinha um relacionamento com a ex-esposa do suspeito.
A arma estava cadastrada e registrada em nome de Flávio, que também frequentava clube de tiro, apontou a Polícia Civil durante a coletiva de imprensa nesta sexta-feira (4). Segundo os investigadores, ele planejou o ataque com antecedência. A motivação, conforme revelou a Polícia Civil, seria o inconformismo com o término do relacionamento e o novo envolvimento da ex-companheira.
Keine foi morto com seis tiros dentro da copiadora da qual era sócio, localizada na Central de Aulas da UEPB, no Campus I, no bairro de Bodocongó, em Campina Grande. Uma segunda pessoa foi atingida por um disparo, mas não corre risco de vida.
Suspeito também queria matar a ex-esposa
Após cometer o crime, Flávio ainda teria seguido para a escola onde a ex-esposa trabalhava, no bairro Três Irmãs, na zona sul de Campina Grande. De acordo com o relato da própria vítima à polícia, ela conseguiu se esconder dentro da unidade ao perceber a movimentação. Ainda segundo ela, Flávio já havia ameaçado, em outra ocasião, cometer esse tipo de ato: “matar o namorado, ela e depois se matar”.
A Secretaria Municipal de Educação de Campina Grande informou, por meio de nota, que as aulas do turno da noite da Escola Municipal Mariinha Borborema, onde a mulher estava, foram suspensas como medida preventiva, já que o suspeito ainda estava foragido, e, devido ao possível abalo emocional da comunidade, permanecerão interrompidas até a próxima segunda-feira (7), quando serão retomadas normalmente. A professora envolvida atua em turnos e unidades diferentes e, segundo a Secretaria, está recebendo o suporte necessário.
Depois de não conseguir localizar a ex-esposa, Flávio dirigiu em um veículo de passeio até o pátio do Instituto de Polícia Científica (IPC) de Campina Grande, no bairro do Serrotão, onde estacionou o carro e disparou contra a própria cabeça.
Vigilantes do local ouviram o tiro e foram verificar a situação, e encontraram o suspeito já com o ferimento da cabeça. Ele foi socorrido em estado grave ao Hospital de Emergência e Trauma da cidade, mas morreu na manhã desta sexta-feira.
A pistola utilizada em todas as ações foi a mesma, segundo a Polícia Civil. O caso é tratado como crime de proximidade, motivado por razões pessoais e afetivas.
Os investigadores têm um prazo de 30 dias para concluir as diligências, laudos periciais e análise das imagens que auxiliam na apuração.
A Polícia Civil também descartou a hipótese de atentado coletivo.
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