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COTIDIANO

Projeto de lei propõe fim do bloqueio remoto de celulares em casos de inadimplência na Paraíba

Proposta em tramitação na ALPB mantém cobrança da dívida, mas impede desativação do aparelho.

Publicado em 08/02/2026 às 11:15


				
					Projeto de lei propõe fim do bloqueio remoto de celulares em casos de inadimplência na Paraíba
PL propõe proibir bloqueio remoto de celulares financiados em casos de inadimplência na PB. Reprodução/Tânia Rêgo/Agência Brasil

Um projeto de lei em tramitação na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB) propõe proibir o bloqueio remoto de aparelhos celulares financiados quando há inadimplência. A medida impede que empresas desativem o funcionamento do aparelho por meio de aplicativos ou softwares instalados no sistema.

A proposta é de autoria do deputado estadual Dr. Romualdo (MDB), apresentado em dezembro de 2025. O texto mantém a possibilidade de cobrança da dívida, mas veda qualquer bloqueio que impeça o uso do celular pelo consumidor.

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Na justificativa, o parlamentar afirma que o celular é um item essencial, usado para comunicação, trabalho, acesso a serviços públicos, serviços bancários e situações de emergência.

O projeto aponta que o bloqueio remoto ultrapassa a relação contratual e pode expor o consumidor a situações de vulnerabilidade.

Especialistas veem risco para o acesso ao crédito

A proposta tem gerado reação entre especialistas em economia digital e no setor de crédito. Para a Associação Brasileira da Liberdade Econômica (ABLE), a proibição pode reduzir a oferta de financiamento de celulares, principalmente para consumidores de baixa renda.

Segundo o presidente da entidade, Luciano Timm, o bloqueio remoto funciona como uma garantia nas operações de crédito. Sem esse mecanismo, as empresas tendem a restringir o acesso ao financiamento ou elevar os custos.

“Quando o Estado elimina a principal garantia dessas operações, reduz drasticamente a oferta de crédito e encarece o financiamento”, afirmou.

A associação ainda diz que a proibição pode desestimular a inovação, reduzir a concorrência e fortalecer a concentração bancária, o que impacta diretamente consumidores que dependem do financiamento para acessar tecnologia.

O projeto está em tramitação, em regime ordinário, e não há prazo previsto para votação.

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Janinne Vivian

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