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VIDA URBANA

Valor pago pelo SUS está defasado

Gestores de unidades hospitalares, querem novos tetos para financiamento da saúde no Brasil.

Publicado em 11/03/2012 às 8:00

Se os R$ 12 milhões mensais ainda é pouco para que os cidadãos tenham o atendimento ideal utilizando o SUS, quando os valores destinados são aos serviços de alta complexidade o investimento destinado às demais necessidades fica comprometido. Além das clínicas particulares que têm seus serviços credenciados pelo SUS, oito hospitais estão habilitados para atender a população em serviços de urgência ou cirurgias.

O Hospital Antonio Targino, João XXIII, Clipsi e Fundação Assistencial da Paraíba (FAP), Hospital Pedro I, Hospital Doutor Edgley, Hospital Doutor Maia e o Hospital Universitário, juntos, são responsáveis por receber mensalmente R$ 5,4 milhões do total das verbas destinadas pelo Governo Federal. Mesmo assim, segundo os diretores e administradores das unidades de Saúde, esse montante ainda é insuficiente para dar conta da demanda de atendimentos ao longo do mês.

“A grande dificuldade nossa é contratar os médicos pelos valores pagos pelo SUS. Temos hoje uma capacidade ociosa muito grande e pelo que é repassado nós cobrimos no máximo 40% dos atendimentos realizados”, disse o diretor geral do Pedro I, Joanilson Marinho, que teve seu raciocínio acompanhado por Berenice Ferreira, diretora do Hospital Universitário. “Os valores estão muito aquém da realidade. Mas, nós não podemos deixar de atender os pacientes, o que nos força a ir diluindo os recursos para darmos conta de toda a demanda do hospital”, acrescentou.

Já a administradora do Hospital Geral da Clipsi e o proprietário do Hospital Antonio Targino, Adriana Luna e Antonio Targino, respectivamente, apontaram para o congelamento da tabela do SUS como outro fator que prejudica o atendimento da população, uma vez que todos os anos a medicina aponta um caminho cada vez mais caro a seguir. “Estamos há uns dez anos sem aumento nenhum na tabela do SUS e isso prejudica. Uma das propostas que fizemos foi uma contratualização com a Secretaria de Saúde e o Estado, mas isso ainda não aconteceu.

Fica até difícil saber o quanto seria o ideal, já que contamos com uma série de atendimentos em diferentes áreas”, disse Targino.

Quem apontou um percentual para que todos os atendimentos fossem realizados da melhor forma possível foi o médico psiquiatra Antonio Maia. Especialista em uma das áreas mais carentes em Campina Grande, o médico estipulou um novo teto para os serviços. “Como não temos reajustes na tabela, nós precisamos hoje de um novo teto que seria correspondente a um aumento de cerca de 112%”, apontou o médico que atende pacientes de mais de 100 cidades paraibanas e ainda pessoas de Pernambuco e Rio Grande do Norte.

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Jornal da Paraíba

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