icon search
icon search
home icon Home > cultura
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
Compartilhe o artigo
compartilhar no whatsapp compartilhar no whatsapp compartilhar no telegram compartilhar no facebook compartilhar no linkedin copiar link deste artigo
compartilhar artigo

CULTURA

O redescobrimento de Elis

Projeto 'Viva Elis' lança o CD duplo, Blu-ray e DVD 'Redescobrir' que é dirigido pela cantora Maria Rita, filha de Elis.

Publicado em 04/12/2012 às 6:00


No começo deste ano completou 30 anos sem Elis Regina. A filha da ‘Pimentinha’, Maria Rita, passou em turnê inédita por cinco capitais cantando os sucessos que foram imortalizados na voz da mãe.

Outros frutos do projeto Viva Elis estão sendo colhidos com o lançamento do CD duplo, Blu-ray e DVD Redescobrir (Universal Music), com direção geral da própria artista e direção de vídeo de Hugo Prata. O show foi gravado no dia 11 de agosto de 2012, no Credicard Hall, em São Paulo.

"A intenção do projeto foi reapresentar Elis Regina, que está no inconsciente coletivo do país", resumiu a cantora.
São apresentadas 29 músicas oriundas do legado vocal da gaúcha Elis Regina.

ATIREI O PAU NO GATO
No repertório, canções que não poderiam faltar como 'Fascinação'. "É uma coisa impressionante o que causa no público, quando começa essa música", coloca Maria Rita. "Quando você faz: 'Os sonhos mais lindos...' As pessoas se jogam".

Dos discos favoritos da cantora, Elis & Tom (1974) e Essa Mulher (1979), foi pinçado o clássico 'Águas de março'.

"Eu tenho uma outra coisa semelhante com minha mãe, que é a preocupação como intérprete", revela. "Eu sou cantadora de histórias. A interpretação da letra pra mim é uma coisa fundamental. Se tem uma música muito linda, mas a letra não me diz nada, por qualquer que seja o motivo, eu não posso cantar.

Cantar por cantar eu canto 'Atirei o pau no gato'. Mesma coisa".

Encaixando no exemplo de contar histórias está 'Saudosa maloca'. "Apesar de ter sido escrita pelo Adoniran (Barbosa), com aquela coisa que é quase caricata – 'Nós fomo', 'nós peguemo' – essa era a realidade do Adoniran. É uma grande composição.

Uma história atemporal. E eu tive esse cuidado de manter a certeza dessa música".

Não poderia faltar também 'O bêbado e a equilibrista'. "É uma música que virou hino da anistia", classifica Maria Rita. "É uma música repleta de histórias importantes daquela época. Clarrise, mulher do (Vladimir) Herzog. Mondercil, que estava isolado. São várias histórias dos bastidores que justificam ter sido esse hino".

Entre outros sucessos de outrora, 'Me deixas louca', que atualmente faz parte da trilha sonora da novela Salve Jorge, da Rede Globo, 'Tatuagem', de Chico Buarque, 'Alô, alô marciano', de Rita Lee e Roberto de Carvalho, 'Madalena', 1ª composição de sucesso do Ivan Lins, e 'Romaria', de Renato Teixeira.

"É curioso esse meu encontro com os compositores, porque eles todos de fato me pegaram no colo. E existe um grau de intimidade inexplicável", observa.

Imagem

Jornal da Paraíba

Tags

Comentários

Leia Também

  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
    compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp
  • compartilhar no whatsapp