Cai previsão de número de efetivados na PB

Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem) reduziu previsão do número de empregos que serão efetivados no estado.

Menos otimistas com o crescimento econômico deste ano, algumas empresas já estão reduzindo a previsão de efetivação dos trabalhadores contratados temporariamente nos últimos três meses do ano. Segundo a Associação Brasileira das Empresas de Serviços Terceirizáveis e de Trabalho Temporário (Asserttem), a previsão do número de empregos efetivados foi reduzido em até 30,7% na Paraíba.

Com a revisão dos dados, as empresas do Estado, que segundo a Asserttem, vão criar 1,8 mil vagas para contratação temporária, mas o número de efetivados cairá de 520 para 360 trabalhadores.

A expectativa de setembro era de que 160 trabalhadores a mais fossem efetivados, após o término do contrato temporário.

Segundo o diretor regional da Asserttem para a região Nordeste, Augusto Costa Calado, a redução no percentual de efetivações é uma tendência nacional. “Percebemos que o mercado, em geral, está menos otimista e as empresas estão temerosas com a alta de preços, por isso deverão diminuir a quantidade de contratações”, explicou.

Conforme Augusto Calado, a reavaliação dos dados da pesquisa é um procedimento padrão para a associação e visa corrigir mudanças que tenham ocorrido entre o mês em que a primeira estimativa foi divulgada e a situação atual. “Quanto à previsão de quantidade de vagas temporárias disponibilizadas, a média se manteve em todo o país. A demanda do final do ano fez com que as empresas não recuassem nessas contratações”, acrescentou.

Para conseguir conquistar uma das vagas de efetivação, o diretor regional da Asserttem para a região Nordeste destaca que é preciso se dedicar. “Você tem que mostrar interesse, mostrar que está ali para trabalhar pela empresa. Quando se tem uma postura assim, você se destaca entre os demais e caso haja uma contratação efetiva você terá mais chances”, aconselhou.

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As entidades comerciais de João Pessoa e Campina Grande têm visões diferentes em relação às perspectivas de empregos durante o final de ano. De acordo com o presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas (CDL) de João Pessoa, Eronaldo Maia, o número de empregos gerados deve chegar a mil, e que até 25% deles podem ser efetivados. “Estamos muito otimistas, o ano tem sido bom e o movimento começou com força em novembro”, explica. As vendas no período devem crescer de 4% a 5% em relação a 2010.

Já para o presidente do CDL de Campina Grande, Tito Motta, a expectativa inicial eram de 1,2 mil vagas, mas o número foi também revisado para 800 postos. “O mercado ainda não aqueceu, não está forte. Esperamos que com o pagamento do 13º, as vendas aumentem e as contratações também”, projeta Motta. Nas vendas, a expectativa é de um aumento entre 8% e 10% em relação ao ano passado.

Em todo o país, a estimativa é que estejam sendo disponibilizadas 147 mil vagas temporárias e, que ao final deste período, 29,4 mil pessoas sejam contratadas.

Segundo a Asserttem, faltando pouco mais de um mês para o Natal, o comércio e a indústria têm ainda cerca de 50 mil vagas temporárias abertas ou em processo de seleção a serem preenchidas em todo o país. O número equivale a 34% das 147 mil vagas de trabalho previstas até o final do ano pela entidade. (Colaborou William De Lucca)

A diretora de Comunicação da Asserttem, Jismália Alves, alerta para a importância do trabalho temporário. “Num mercado profissional competitivo como o nosso, ter registrado em carteira uma experiência de trabalho, mesmo que temporária, qualifica o candidato para processos seletivos futuros”, explica.