ECONOMIA
Bolsa volta a respirar rentabilidade este ano
Acionistas comemoram os bons índices da Ibovespa, alcançados nos primeiros meses de 2012.
Publicado em 21/02/2012 às 6:30
Depois da queda de 18% no ano de 2011 e da patinada no ano de 2010, a Bolsa de Valores voltou a respirar rentabilidade para os acionistas este ano. No mês de janeiro, o investimento mais rentável foi a Ibovespa, com alta de 11,13%. O índice foi o mais alto para o mês de janeiro desde 2006, quando foi registrada uma alta de 14,7%.
Na última sexta-feira, o Ibovespa fechou com 66.203 pontos, maior nível de fechamento desde abril de 2011. Na última semana, o índice acumulou alta de 3,45%. O giro financeiro desta sessão foi de R$ 6,5 bilhões.
Segundo os especialistas, o mercado acompanha de perto o desempenho do Ibovespa porque este é o mais importante indicador do desempenho médio das cotações do mercado de ações brasileiro. O índice retrata o comportamento dos principais papéis negociados na bolsa. A pontuação do Ibovespa aumenta na medida em que sobe o valor das ações.
A valorização registrada em janeiro, segundo consultores de investimentos, está ligada principalmente a uma recuperação natural do mercado, que amargou prejuízos ao longo de 2011.
“O mercado caiu muito nos dois últimos anos e agora está havendo apenas uma recuperação”, comentou o consultor de investimentos e sócio da SIR Investimentos, Rodrigo Guedes.
O consultor financeiro Eduardo Malheiros, da Futura Investimentos, comentou que a alta também foi puxada pela entrada de capital estrangeiro na Bolsa de Valores de São Paulo. “Em janeiro, os estrangeiros compraram mais na Bolsa no Brasil e o aumento deste capital influenciou o mercado de renda variável”, comentou.
Para os próximos meses, Rodrigo Guedes acredita que a Bolsa deverá continuar em ritmo de valorização. “Não temos como ter certeza, ainda há o temor com a crise econômica na Europa, mas a queda registrada no ano passado já precificou o risco da Europa. Se a situação ficar como está poderemos ter valorização. Provavelmente, deverá haver queda somente se a crise se agravar”, analisou.

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