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MERCADO EM MOVIMENTO

Secretário da Fazenda da Paraíba rebate questionamentos sobre desigualdade social no estado

Marialvo Laureano apresenta avanços econômicos em resposta a análise de economista

Publicado em 25/02/2026 às 18:32 | Atualizado em 25/02/2026 às 19:13


				
					Secretário da Fazenda da Paraíba rebate questionamentos sobre desigualdade social no estado
Marialvo Laureano afirmou que a Paraíba possui um dos modelos de gestão pública mais premiados do Nordeste. (Foto: divulgação/Sefaz-PB)

O Secretário de Estado da Fazenda da Paraíba assinou uma nota em resposta aos comentários do economista Erik Figueiredo na coluna publicada na última segunda (23) aqui no blog Mercado em Movimento. Marialvo Laureano rebateu a análise do Diretor Executivo do Instituto Mauro Borges de Pesquisa e Política Econômica, o IMB. Diante da projeção de crescimento do PIB do Estado de 3,5% em 2026 e da divulgação da disponibilidade de caixa líquida de R$ 4 bilhões (3º maior volume do país), Figueiredo fez um contraponto à euforia dos números. Ele afirmou que “o governo da Paraíba vem comemorando o caixa do estado, sem atentar para os números que deveriam estar na pauta do debate estadual. A participação do Produto Interno Bruto da Paraíba no PIB nacional é inferior a 1% e esse número se mantém estagnado nas últimas décadas. A indústria do estado vem perdendo participação nacional e hoje o valor adicionado da indústria da Paraíba representa 0,28% do valor da indústria nacional”. O presidente do IMB lembrou, ainda, que a Paraíba enfrenta graves desafios sociais: alta desigualdade de renda, informalidade acima de 50% e uma parcela expressiva da população abaixo da linha de pobreza.

A resposta da Sefaz

Na extensa nota, Marialvo Laureano disse que a Paraíba faz parte de um país de múltiplas desigualdades, que não se resolvem por um único governo. Garante que o Estado vem fazendo o dever de casa, com uma cultura de equilíbrio fiscal e capacidade de investimento com recursos próprios. Laureano citou, entre outros aspectos, a alta no consumo das famílias, geração de emprego e baixa na taxa de desocupação, além do aumento na média salarial dos paraibanos. O secretário ainda cutucou o economista paraibano, afirmando que ele "poderia se debruçar" sobre outros indicadores.

Leia abaixo a íntegra da nota:

Em resposta ao artigo aos comentários do economista Erik Figueiredo na coluna intitulada “Paraíba: PIB em alta, caixa robusto e a desigualdade ainda maior”, publicada no Blog Mercado em Movimento do Jornal da Paraíba, no dia 24 de fevereiro de 2024.

A Paraíba não é “uma ilha”, mas uma das 27 unidades da federação. Sabemos que a questão das desigualdades no Brasil (regional, inter-regional, de renda, de gênero, de etnia dentre outras) – e NUNCA no singular “desigualdade” – tem raízes históricas e estruturais no País. A redução e a superação delas nunca poderão ser obra de um único governo, tampouco de uma unidade da federação, localizada na Região Nordeste com 90% do território com predomínio do clima semiárido.

Contudo, o enfrentamento às desigualdades pela gestão pública, tanto na esfera da União quanto do Estado, precisa ser constante e consistente, além de se levar em consideração uma série de fatores que vão desde a ampliação e melhoria contínua das políticas públicas, em especial a educacional, mas também uma alocação de investimentos públicos em obras estruturantes, de uma arrojada política de desenvolvimento que atraia investimentos e novos negócios, de geração de emprego e renda com maior valor agregado. Esses fatores proporcionam uma elevação da competitividade do Estado e, consequentemente, a melhoria do ambiente de negócios e de uma cultura voltada ao empreendedorismo e inovação.

FAZER BEM O DEVER DE CASA – Para tanto, a gestão pública precisa fazer, antes de tudo, o seu dever de casa bem feito: implantar uma “cultura” de gestão fiscal equilibrada como uma política de governo; recuperar a capacidade de investimento do Estado com recursos próprios, além de reestruturar e otimizar a máquina pública, realizar um planejamento estratégico olhando para vocações do Estado na alocação dos investimentos públicos.

PARAÍBA VIROU REFERÊNCIA – Essa combinação de fatores tem sido determinante e transformou a Paraíba em um dos “modelos de gestão pública” mais premiados e reconhecidos da Região Nordeste nos últimos sete anos (2019-2025).

Dois aspectos, dentre muitos, podem ilustrar bem o que está acontecendo com o Estado da Paraíba. O economista paraibano Erik Figueiredo, diretor executivo do Instituto Mauro Borges (IMB), poderia se debruçar mais sobre dois indicadores:

A Paraíba é o único Estado do Nordeste que obteve “CAPAG A” (Capacidade de Pagamento) da Secretaria do Tesouro Nacional por cinco anos consecutivos (2021-2025). Nesse último ano, devido à sua precisão e transparência dos dados fiscais e financeiros, ganhou um plus da STN, agora a Paraíba é CAPAG “A+”.

A Paraíba é o Estado mais competitivo do Nordeste por quatro anos consecutivos (2022-2025), segundo o ranking de Competitividade do Centro Liderança Pública (CLP). O Ranking do CLP avalia 99 indicadores e uma estrutura robusta contendo 10 pilares fundamentais, abrangendo áreas como educação, saúde, segurança, infraestrutura, sustentabilidade, solidez fiscal e inovação para avaliar as 27 unidades da federação com base em dados oficiais.

CHEGAR NO TOPO E MANTER-SE – Se era difícil para a “pequenina” Paraíba chegar ao topo na gestão fiscal na STN e ao 1º lugar no Ranking do CLP no Nordeste, mesmo passando por pandemia, crises econômicas e política macroeconômica não favoráveis, insegurança internacional, e manter o patamar mais alto por cinco anos consecutivos, tal feito se constitui indubitavelmente numa prova cabal da consolidação da gestão pública da Paraíba, que teve avanços significativos nos índices e nos indicadores fiscais, econômicos e sociais nos últimos sete anos.

MAS PODERÍAMOS FALAR AINDA DESTES OUTROS FEITOS:

DOBROU CAPACIDADE DE INVESTIMENTO – Da forte e consistente recuperação da capacidade de investimento com recursos próprios do Estado. O percentual dos investimentos sobre a Receita Corrente Líquida (RCL) dobrou em sete anos (saindo de 6% para 13%), mantendo pagamentos, reajustes de folha e fornecedores em dia.

PARAÍBA TEM MAIOR NOTA PARA GRAU DE INVESTIMENTO – A classificação da agência internacional Standard & Poor's (S&P), que concedeu ao Estado da Paraíba a maior nota de grau de investimento para um ente subnacional “br AAA” (triplo A), há três anos seguidos.

ÊXITO DA GESTÃO FISCAL TRANSBORDA EM OUTRAS ÁREAS – O êxito da gestão fiscal da Paraíba tem transbordado para além de abundância de obras, de políticas públicas relevantes e de indicadores fiscais consolidados. A atividade econômica do Estado tem acumulado indicadores positivos nos últimos anos (PIB, varejo, emprego, taxa de desocupação e potencial de consumo e renda), mesmo com o desafiante cenário macroeconômico do País de juros altos e de instabilidade geopolítica do mundo.

POTENCIAL DE CONSUMO DAS FAMÍLIAS CRESCE – A Paraíba registrou um potencial de consumo das famílias de quase R$ 112 bilhões em 2025, o que representou alta de 9,3% sobre o ano anterior. Os dados são da pesquisa do IPC Maps 2025, o mapa do Índice do Potencial de Consumo dos Estados, que apontam a tendência dos gastos das famílias paraibanas ao longo do ano. Em 2024, a Paraíba havia registrado o 4º maior crescimento de consumo no Brasil.

GERAÇÃO DE EMPREGO CONSISTENTE BATE RECORDE – A Paraíba tem apresentado um crescimento expressivo e consistente no emprego formal e batido recorde em série histórica. É o que têm demonstrado as divulgações pelo Ministério do Trabalho e Previdência, via CAGED. A Paraíba criou em sete anos (2019-2025) mais de 1,3 milhão de empregos formais, com saldo de 144 mil postos e um estoque total de 545 mil trabalhadores ativos no setor privado do Estado com carteira assinada. Para se ter uma ideia do volume expressivo do mercado de trabalho, o saldo acumulado dos últimos sete anos (2019 a 2025) de 144 mil postos é quase seis vezes maior do que o mesmo período anterior, que era de 25 mil (2012-2018). É o recorde de toda a série do CAGED. Nem mesmo os anos de pandemia geraram saldos negativos de emprego na Paraíba.

PARAÍBA TEM MENOR TAXA DE DESOCUPAÇÃO – A crescente geração de empregos e de oportunidades de trabalho levou a Paraíba a fechar o ano de 2025 com a menor taxa de desocupação da Região Nordeste e também de toda a série histórica da Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD C), iniciada em 2012, ou seja, a menor em 14 anos. A taxa de desocupação da Paraíba caiu de 8,3%, em 2024, para 6%, em 2025.

2ª MAIOR QUEDA EM PERCENTUAL DE DESOCUPADOS – Em termos de redução, a Paraíba foi o segundo Estado entre as 26 unidades da federação e o Distrito Federal que mais diminuiu os percentuais de desocupação no ano de 2025. A queda na desocupação de 2,3 pontos percentuais da Paraíba, de 2024 para 2025, foi superada apenas pelo Estado de Roraima, que caiu 2,5 pontos percentuais (de 7,6% para 5,1%). A Região Nordeste, que historicamente tem as maiores taxas de desocupação das regiões do País e de toda a série do PNAD, registrou uma queda de 1,6 ponto percentual (de 8,6% para 7,1%).

PARAÍBA REDUZ EM 33% NÚMERO DE PESSOAS DESOCUPADAS – Segundo ainda os dados da pesquisa do IBGE, o número de pessoas desocupadas da Paraíba no 4º trimestre de 2025 (out/nov/dez), em relação ao mesmo período de 2024, caiu 33,3%. Em números absolutos, a desocupação caiu de 155 mil (4º tri de 2024) para 103 mil (4º tri de 2025), o que representa 51 mil pessoas a menos desocupadas. Já a população ocupada subiu de 1,671 milhão para 1,704 milhão de pessoas, na comparação dos últimos trimestres.

MÉDIA SALARIAL DA PARAÍBA TEM 2º MAIOR CRESCIMENTO DO NE – Além de registrar um crescimento consistente na geração de empregos formais, figurando entre os destaques do Nordeste, a média salarial dos trabalhadores da Paraíba terminou o ano de 2024 com o segundo maior rendimento do Nordeste, com um valor de R$ 2.406, ficando atrás apenas do Rio Grande do Norte na região. As informações são da pesquisa PNAD Contínua, divulgadas pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) e analisadas pelo Instituto Brasileiro de Economia da Fundação Getúlio Vargas (IBRE/FGV).

Nesse contexto, reafirmamos que o compromisso com a gestão fiscal responsável é condição indispensável para assegurar investimentos sustentáveis, ampliar oportunidades e promover justiça social. Os indicadores apresentados ao longo deste breve relato evidenciam avanços consistentes e demonstram que a Paraíba segue em trajetória sólida de desenvolvimento social e econômico.

Por fim, cumpre destacar que a erradicação da pobreza e da marginalização, bem como a redução das desigualdades sociais, constituem desafios permanentes que exigem atuação firme, responsável e comprometida com o interesse público. Trata-se de uma missão que demanda não apenas sensibilidade social, mas, sobretudo, responsabilidade na condução das políticas públicas e na gestão eficiente dos recursos do Estado.

João Pessoa, 25 de fevereiro de 2026.

MARIALVO LAUREANO DOS SANTOS FILHO

Secretário de Estado da Fazenda

Abaixo, o documento enviado pela SEFAZ:

Download
Resposta da SEFAZ a Erik Figueiredo.pdf
Imagem

Láuriston Pinheiro Plínio Almeida

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