ECONOMIA
Paraíba mantém alta na construção civil
Índice Nacional da Construção Civil mostra que o metro quadrado na Paraíba é o 2º mais caro do Nordeste, custando R$ 833,36.
Publicado em 08/12/2012 às 6:00
A Paraíba permanece com um dos metros quadrado mais caros para construir, entre os estados nordestinos. Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), que liberou ontem a atualização do Índice Nacional da Construção Civil (INCC), metro quadrado em solo paraibano passou a custar R$ 833,36 para as construtoras (+0,25% sobre outubro). O valor só é inferior ao calculado para o Maranhão (R$ 861,00).
Além disso, o Estado foi quem mais encareceu seus custos no acumulado do ano, com alta de 7,33% sobre os 11 meses do ano anterior. Na análise dos últimos 12 meses, com relação ao mesmo período do ano passado, lidera o ranking nordestino com elevação de 7,35%.
O presidente do Sindicato da Indústria da Construção Civil de João Pessoa (Sinduscon-JP), Fábio Sinval, explicou que o setor acaba absorvendo esses custos e compensando no momento da venda do imóvel. “Nosso preço de venda está muito abaixo de Pernambuco e da Bahia, por exemplo. Mas os nossos custos são altos, entre outros motivos, porque importamos insumos de outros Estados e eles vêm um pouco mais caro, inclusive, por incluir o frete”, comentou.
Para a média nacional, o INCC subiu 0,22% em novembro, recuando 0,12 ponto percentual em relação a outubro. De janeiro a novembro, a taxa ficou abaixo de igual período em 2011, alta de 5,23% contra 5,52% há um ano.
Nos últimos 12 meses, a inflação do setor de construção ficou em 5,36%, também abaixo dos 5,51% registrados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em média, o custo nacional da construção civil em novembro, por metro quadrado, passou para R$ 851,96, contra R$ 850,06 no mês anterior.
A região Sudeste foi a que apresentou maior variação mensal, de 0,35%, pressionada pelo reajuste salarial no Espírito Santo. Em seguida os preços subiram 0,19% na região Nordeste; 0,15% (R$ 797,69 por metro quadrado) na região Norte; 0,08% na região Centro-Oeste; e 0,07% na região Sul.

Comentários