Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

‘Sobrando’ no MDB, Nilvan Ferreira pode migrar para ninho do PSDB

Por ANGÉLICA NUNES

 

Foto: Raniery Soares

Alinhado no discurso bolsonarista na esfera nacional e de oposição ao governador João Azevêdo, no estado, o radialista Nilvan Ferreira tem sobrado no MDB. Com pretensões de seguir na política eleitoral em 2022, agora, ele estaria buscando espaço em outra legenda.

É nesse cenário que ele encontra o deputado licenciado Pedro Cunha Lima (PSDB), presidente estadual do PSDB, com pretensões de disputar o governo do estado e precisando de um nome de João Pessoa para compor a chapa que, pelo visto, não há problema que seja ‘puro sangue’.

De fato, não há como negar que o radialista tem um espólio eleitoral na capital. Aposta do senador José Maranhão (MDB) para a disputa em João Pessoa, acabou chegando em segundo lugar num pleito acirrado com o eleito Cícero Lucena (PP). E a partir daí tomou gosto de vez pela política eleitoral.

No MDB, entretanto, tem esbarrado em alguns obstáculos, principalmente após o partido estar sob o comando do senador Veneziano, atual presidente estadual do partido.

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Em Brasília, o MDB está em pé de guerra com o presidente Jair Bolsonaro, a quem Nilvan faz e defende como o ideal para mais quatro anos. Neste ponto, o radialista está em rota de colisão com os dois senadores paraibanos do MDB, Vene e Nilda Gondim, que fazem oposição à linha político-ideológica bolsonarista.

Também há questões de harmonia na política estadual. A ascensão do senador Veneziano após a morte de Maranhão pôs o MDB como partido certo na base de apoio à reeleição do governador João Azevêdo (Cidadania), a quem Nilvan faz severas críticas. Apesar de Veneziano não querer cravar, lideranças do partido ‘fazem gosto’ na aliança. Menos Nilvan.

Pedro tem a seu favor para conquistar Nilvan o fato de ser oposicionista a João Azevêdo e ter certa neutralidade em relação a Bolsonaro.

Resta saber se eles terão fôlego para um embate de ‘fogo amigo’, com as pretensões do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), ao governo. Isso se Nilvan não sobrar como opção de vice dele.