Angélica Nunes
Laerte Cerqueira

PSDB convoca coletiva para apresentar ‘visão’ do partido na Paraíba para eleições de 2022

Por LAERTE CERQUEIRA e ANGÉLICA NUNES 

Foto: Reprodução

Assim que foi anunciada a coletiva de imprensa do PSDB da Paraíba, nesta quinta-feira (29), em um hotel da orla da capital, surgiu a pergunta: o que as lideranças do grupo têm a falar juntas? Com a presença, inclusive, do ex-senador Cássio Cunha Lima, que tem participado pouco do debate político, publicamente.

E foi, justamente, um movimento, nos bastidores, que pode ter antecipado a manifestação coletiva do grupo. Estamos falando das conversas (ou da conversa), em Brasília, entre o ex-senador tucano de oposição e o senador Veneziano (MDB), que está na base do governo João Azevêdo (Cidadania).

Os dois confirmam encontro e negam qualquer conversa sobre eleição do ano que vem, sobre alianças. Mas as especulações tomaram uma proporção tão grande que ser transparente pode ser uma forma de estancar o disse me disse. Mais do que isso: aproveitar a “onda” para se posicionar.

Talvez os desdobramentos dessa conversa entre Cássio e Vené nem sejam assunto principal da coletiva, mas a repercussão colocou o PSDB e suas lideranças, principalmente Cássio, no jogo. Na verdade, alertou ao grupo para a necessidade de entrar no debate político-eleitoral, com mais protagonismo para ocupar espaço. Que não está, necessariamente vazio, mas espaço que o PSDB pode ocupar no tabuleiro, devido à musculatura eleitoral que, historicamente, teve na Paraíba.

As lideranças devem dizer, no mínimo, que vão participar ativamente do debate e que a legenda quer ser “central” nas decisões eleitorais. Nesse caso, é saber se dando força a Romero Rodrigues (PSD), ex-prefeito de Campina, ou se articulando novos arranjos eleitorais, com (ou sem) o ex-gestor.

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O deputado federal Pedro Cunha Lima afirmou ao Conversa Política que a coletiva é para falar sobre a visão do partido com vistas as eleições do ano que vem.

“Amanhã, a gente quer mostrar qual é a visão do PSDB para o ano que vem. Qual é a nossa intenção e de que maneira a gente vai se posicionar. A gente vai dar um próximo passo, afunilando, na história de que papel a gente quer cumprir”, afirmou Pedro.

Estão confirmadas as participações de Pedro, que é presidente estadual da legenda, dos deputados federais Ruy Carneiro e Edna Henrique e os deputados estaduais, Camila Toscano e Tovar Correia Lima. Além do ex-senador Cássio Cunha Lima. 

Movimentos para 2022

Estamos a um ano e dois meses da eleição do ano que vem. Mas parece que falta bem menos, se levarmos em conta os movimentos  e as declarações da classe política. Uma parte, claro.

Sempre houve apressadinhos e a imprensa, de alguma forma, colabora com essa antecipação. Mas a instabilidade político-administrativa no país é tão grande, que essa mobilização eleitoral tem ganhado ainda mais força, fora de hora.

O próprio presidente Jair Bolsonaro (sem partido) e o ex-presidente Lula, livre para se candidatar, tem puxado esse movimento de prévias eleitorais eternas.

Os partidos e lideranças, por sua vez, acabam tendo que se posicionar.