POLÍTICA
Conheça atrativos da disputa pelas prefeituras
Prefeitos deverão administrar, em 2013, cerca de R$ 4 bilhões. Eleitos receberão salário que pode chegar até R$ 16 mil por mês,
Publicado em 12/02/2012 às 8:00
Os novos prefeitos e os reeleitos da Paraíba deverão administrar, em 2013, cerca de R$ 4 bilhões, nomear mais de dez mil correligionários para cargos comissionados, receber diárias para viagens e um salário que pode chegar até R$ 16 mil por mês, além de foro privilegiado e circular em estratos mais elevados da sociedade. Estes são alguns dos atrativos que vão provocar uma disputa estimada entre 1.700 paraibanos de olho nos cargos de prefeito e vice.
Além das “mordomias”, existe o natural fascínio pelo poder. O impulso pela conquista e manutenção do poder, em qualquer meio social e em suas diferentes modalidades, como o político, tem-se mostrado uma das mais fortes paixões a agitar o coração humano. O filósofo Aristóteles já observava que a “maior parte dos homens deseja exercer um poder absoluto sobre muitos”.
Todavia, os virtuais candidatos garantem que não querem o poder pelo poder, mas como instrumento para proporcionar o desenvolvimento social e econômico dos municípios. Eles estão dispostos a abrir mão de vencimentos superiores aos de prefeitos para comandar os municípios.
“Eu quero chegar ao poder para servir ao povo e não me servir do poder. Para isto, não faço questão de ter um salário inferior ao que percebo como deputado federal”, explica Romero Rodrigues, pré-candidato a prefeito de Campina Grande. O Orçamento Municipal deste ano é de R$ 830 milhões.
O subsídio de um parlamentar federal chega a R$ 26,7 mil, enquanto o prefeito campinense tem um salário inferior a R$ 10 mil. Romero ainda vai tirar uma licença, sem vencimento de quatro meses, para se dedicar à campanha eleitoral, abrindo vaga para o primeiro suplente major Fábio Rodrigues (DEM).
Com salários de R$ 20 mil de deputado estadual, Guilherme Almeida (PSC) e Daniella Ribeiro (PP) também não fazem questão de receber menos na Prefeitura, na hipótese de vitória.
“Você não pode ser candidato por vaidade pessoal ou salário, mas para ajudar o município a se desenvolver cada vez mais”, assinala Daniella.
A médica Tatiana Medeiros (PMDB) diz que poderia ficar em seu consultório e nos hospitais desenvolvendo seu trabalho, mas decidiu dedicar parte do tempo à saúde pública, como diretora do Samu e agora como secretária. “Como prefeita de Campina, quero me dedicar a todas as áreas sociais”, frisou a prefeitável.

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