Caso Padre Zé: Gaeco cumpre mandados de busca em empresas que prestavam serviço ao hospital

A força-tarefa, comandada pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado – GAECO do Ministério Público do Estado da Paraíba, cumpre, na manhã desta quinta-feira (14), mandados de busca nos bairros do Bessa, Brisa Mar, em João Pessoa, e em Patos, em mais uma fase da Operação Indignus.

São 10 mandados judiciais de busca e apreensão, em endereços de 6 investigados e 4 empresas, sendo 3 (três) na cidade de João Pessoa-PB e 7 (sete) na cidade de Patos-PB.

Os mandados dessa terceira fase foram autorizados pelo Juízo de Direito da 4ª Vara Criminal da Capital.

Essas empresas prestavam serviço ao hospital filantrópico, principalmente no ‘braço’ social da unidade. Uma delas fornecia alimentos para o Prato Cheio, programa de segurança alimentar do estado que, em algumas localidades, era gerenciado pela instituição.

Segundo o Gaeco, esta fase é focada na investigação de crimes relacionados ao pagamento de propina, lavagem de dinheiro, desvio de finalidade e apropriação indébita.

Valores, que segundo os investigadores, foram repassados majoritariamente pelos cofres públicos ao Instituto São José, ao Hospital Padre Zé e à Ação Social Arquidiocesana/ASA.

O trabalho conta com a participação de 30 integrantes do GAECO-PB (incluindo membros e servidores), com 20 integrantes da Polícia Militar e 20 integrantes da Polícia Civil da Paraíba (delegados e policiais civis), formando uma efetivo de aproximadamente 66 agentes públicos. A instituições integram a força-tarefa responsável pelas investigações.

Os desvios no Padre Zé

A Operação Indignus investiga desvios de recursos do hospital Padre Zé, quando era comandado pelo Padre Egídio, alvo da investigação, que está preso. Além dele, outras duas ex-diretoras já foram denunciadas pelo MPPB por participação no suposto esquema.

O dinheiro público de convênios e o privado de doações estava sendo usado, segundo os investigadores, para enriquecimento ilícito.

Leia também:

– Novo pedido de soltura de Padre Egídio está pronto para análise no STJ 

– Opinião: Padre Egídio vai admitir que era “O Monarca” ou confessar que não estava só?

– Padre Egídio tem prisão mantida em audiência de custódia e vai para presídio em João Pessoa 

– Gaeco diz que Padre Egídio movimentou R$ 4,5 milhões com vinhos, obras de arte e imóveis 

— Padre Egídio e Amanda sacavam dinheiro na ‘boca do caixa’ para apagar rastros dos desvios, diz Gaeco

– OPINIÃO: caso Padre Zé escancara necessidade de mais transparência de entidades filantrópicas

– Caso Padre Zé: nove imóveis alvos da ‘Indignus’ foram citados em denúncia anônima feita ao MPPB

– VÍDEO: veja como é a granja, no Conde, alvo da operação que investiga desvios no Hospital Padre Zé