CONVERSA POLÍTICA
Quem será o vice de Lucas Ribeiro? Aliados pressionam em meio a prazo corrido para convenções
Governador Lucas Ribeiro ainda não escolheu com quem pretende concorrer à reeleição.
Publicado em 09/07/2026 às 18:09

O Progressistas (PP) ainda não bateu o martelo sobre a data da convenção que vai oficializar a candidatura à reeleição do governador Lucas Ribeiro. Mas o relógio corre porque o prazo do calendário eleitoral (20 de julho a 5 de agosto) bate à porta, e a chapa majoritária continua com um nó para desatar: quem será o candidato a vice?
A disputa nos bastidores ferve e expõe o tamanho do apetite da base aliada. Afinal, quem emplacar a vaga, que parece secundária, vai demonstrar força dentro da aliança para as próximas eleições gerais, principalmente se Lucas for reeleito. Esse personagem, claro, deve se impor à sucessão.
Republicanos impõe seu peso
O Republicanos, principal aliado do PP na Paraíba e maior bancada da Assembleia Legislativa, segue reivindicando a vaga, argumento reforçado pelo peso político da legenda também na Câmara dos Deputados.
Entre os cotados está o presidente da Assembleia Legislativa, Adriano Galdino (Republicanos), que integra o núcleo político do partido e aparece como um dos nomes mais competitivos na disputa interna. Apesar disso, ele teria resistência a aceitar por não ter segurança do apoio do PP ao sonho do concorrer ao governo nas próximas eleições.
Outro Republicano que já colocou publicamente o nome à disposição é o deputado Luciano Cartaxo (Republicanos). O parlamentar conhece a função, já foi vice-governador de José Maranhão (MDB) e defende que sua experiência pode contribuir para a composição da chapa. Também colocam a favor dele o fato de ter base eleitoral em João Pessoa, onde foi prefeito por 8 anos, o que equilibraria com a base campinense de Lucas Ribeiro.
Outro nome ventilado do Republicanos é o do deputado Wilson Filho, apesar de publicamente negar o interesse e dizer que prefere concorrer a novo mandato para a Assembleia Legislativa.
Cota feminina sob avaliação
A pressão para que uma mulher ocupe a vaga também levou ao surgimento de outros nomes. Entre eles estão a ex-secretária Rafaella Camaraense (PDT) e a ex-vice-governadora Lígia Feliciano (União Brasil).
Apesar do discurso em favor da representatividade feminina, ambas enfrentam obstáculos políticos.
Rafaella é vista por alas da aliança como um quadro com densidade eleitoral focada em uma região e pouca experiência política para uma chapa majoritária neste momento.
Já Lígia esbarra no fato de ser de Campina Grande, mesmo reduto eleitoral de Lucas, e seu partido está federado ao PP, o que geraria ciúmes nos demais aliados que ficariam de fora da chapa 'puro-sangue'.
Carneiro deixa possibilidade em aberto
Outro nome que entrou na 'bolsa de apostas', mas perde força por ser do PP é o do deputado Eduardo Carneiro. Ele tem dito que sua prioridade é tentar renovar o mandato na Assembleia Legislativa, tem planos de presidir o Legislativo a partir de 2027, mas não fecha as portas para os Ribeiros se for convocado para a missão.
PT coloca pressão por apoio
Correndo por fora, o PT, presidido na Paraíba pela deputada Cida Ramos, tenta usar seu peso nacional, tempo de TV e fundo eleitoral para cavar espaço na chapa majoritária de Lucas, tensionando ainda mais a mesa de negociações.
O partido, que está federado com o PCdoB e PV, no entanto, evita apontar nomes para a vaga.

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