CONVERSA POLÍTICA
TJPB manda secretário do Procon-JP apagar postagens que ligam posto a combustível adulterado
A Justiça já havia atendido pedido do Sindipetro-PB para que ele despublique as postagens das suas redes sociais.
Publicado em 12/01/2026 às 19:19

O desembargador Onaldo Rocha de Queiroga, do Tribunal de Justiça da Paraíba, determinou nesta segunda-feira (12) que o secretário municipal do Procon-JP, Júnior Pires (PSB), remova, no prazo de 24 horas, postagens feitas em seu perfil pessoal no Instagram que associem a empresa Alesat Combustíveis S.A. à prática de adulteração de combustível.
A empresa buscou a Justiça com a alegação de que teve sua honra objetiva e reputação comercial atingidas após o secretário divulgar vídeos e postagens em sua rede pessoal, relacionando a marca “ALE” a combustível adulterado, sem a existência de laudo técnico conclusivo que comprovasse a irregularidade.
O 6º Juizado Especial Cível da Capital havia indeferido o pedido liminar sob o argumento de necessidade de garantia do contraditório.
Desembargador questiona postagens em redes pessoais
Ao analisar o recurso, no entanto, o desembargador entendeu que estavam presentes os requisitos para concessão da tutela de urgência recursal, destacando que há, em juízo preliminar, violação ao princípio constitucional da impessoalidade e possível desvio de finalidade na conduta do gestor público.
"A utilização de um perfil privado para tal fim privatiza a publicidade oficial, transformando um dever de transparência em um ativo de marketing pessoal”, destaca o desembargador, na decisão.
O magistrado também ressaltou que, embora a Administração Pública tenha o dever de informar a sociedade sobre ações de fiscalização, essa divulgação deve ocorrer exclusivamente pelos canais institucionais e de forma educativa, sem sensacionalismo ou antecipação de juízo de culpa.
Júnior Pires tem outra decisão desfavorável
Ao Conversa Política, Júnior Pires disse que só vai se pronunciar após ser intimado e ter acesso aos autos.

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