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POLÍTICA

CPMI do INSS analisará convocação de assessor paraibano citado em investigações

A informação sobre a convocação foi compartilhada por um integrante da CPMI ao Jornal da Paraíba.

Publicado em 03/03/2026 às 8:57


				
					CPMI do INSS analisará convocação de assessor paraibano citado em investigações
Ex-assessor de Motta, Jeronimo Arlindo da Silva Júnior foi nomeado no Governo da Paraíba. Reprodução

A Comissão Parlamentar de Inquérito do INSS deve analisar, nos próximos dias, um requerimento de convocação do assessor técnico de projetos da Secretaria de Agropecuária e Pesca da Paraíba, Jerônimo Arlindo da Silva , em relação à atuação dele na Conafer, entidade investigada por supostas irregularidades no INSS.

A informação sobre a convocação foi compartilhada por um integrante da CPMI ao Jornal da Paraíba, nesta terça-feira (03). Os sigilos bancário e fiscal de Júnior do Peixe, como é mais conhecido, foi quebrado no fim do ano passado, a pedido da CPMI, e agora os parlamentares querem avançar na convocação do paraibano.

Arlindo foi assessor do presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta (Republicanos), e segundo um levantamento do Portal Metrópoles, teria movimentado R$ 3,1 milhões em suas contas bancárias em apenas seis meses, no período em que trabalhou para o parlamentar paraibano.

De acordo com a reportagem, no período de seis meses em que esteve trabalhando com Motta, de outubro de 2020 a março de 2021, ele recebeu R$ 1,59 milhão (R$ 1.590.678,81) de terceiros em suas contas bancárias e repassou R$ 1,57 milhão (R$ 1.573.766,84) a contas de outros titulares.

Investigações

Uma reportagem do Jornal Nacional, veiculada no ano passado, revelou detalhes das investigações com exclusividade.

Segundo a matéria, a Conafer foi a entidade que mais aumentou o volume de descontos em benefícios do INSS entre 2019 e 2024. Uma testemunha-chave afirmou que documentos foram adulterados para viabilizar a retirada indevida de dinheiro de aposentados.

Em números absolutos, os descontos indevidos saltaram de R$ 400 mil por ano, em 2019, para R$ 57 milhões em 2020 e R$ 202 milhões em 2023, de acordo com dados da Controladoria-Geral da União (CGU).

Posicionamento

Antes de atuar como diretor da Conafer, Júnior do Peixe trabalhou no gabinete do deputado Hugo Motta, entre outubro de 2020 e março de 2021, como secretário parlamentar.

Em nota divulgada em suas redes sociais, no ano passado, Júnior do Peixe negou qualquer envolvimento com as irregularidades. "Nunca teve qualquer tipo de interferência ou atuação junto ao INSS, limitando-se exclusivamente a estudos voltados à implementação de ações instituições", disse.

Ao Jornal da Paraíba, em setembro doi ano passado, Júnior do Peixe afirmou que estão tentando ligar o nome dele ao deputado Hugo Motta, que "não tem nada a ver" com o caso e que "o que passou [na CPI] foi meu salário". Ele acrescentou: "Creio que devo ganhar valor pela minha formação profissional, resultado fundamentado em contrato".

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Felipe Nunes

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