Indicado para o STF, Flávio Dino fala de reunião com Veneziano e chama paraibano de ‘amigo querido’

Em resposta a um questionamento do jornalista Felipe Nunes, o ministro elogiou o senador paraibano, mas evitou cravar um prognóstico da votação que vai definir se ele vai mesmo para a Suprema Corte.

Ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino / Foto: Felipe Nunes

(BRASÍLIA) – O ministro da Justiça e Segurança Pública, Flávio Dino, comentou nesta quinta-feira (30), em entrevista para a CBN Paraíba, a reunião que teve com o senador Veneziano Vital do Rêgo (MDB), vice-presidente do Senado, no dia de ontem. Ele foi indicado para ocupar uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo presidente Lula (PT).

Em resposta a um questionamento do jornalista Felipe Nunes, o ministro chamou Veneziano de “amigo querido” e evitou cravar um prognóstico da votação no Senado que vai definir a aprovação ou rejeição do nome dele para ocupar a Suprema Corte.

Flávio Dino cumpria agenda no Senado quando foi questionado pela imprensa. “Se chegar lá, ninguém faz nada sozinho. Vou procurar ajudar”, resumiu sobre sua eventual atuação na Corte.

A expectativa é que a sabatina de Flávio Dino no Senado ocorra no dia 13 de dezembro, mas, enquanto isso, oposição e situação trabalham nos bastidores suas estratégias para a votação no plenário.

Desde que foi indicado, Dino tem adotado um tom de moderação, divergindo um pouco da atuação que vem tendo como ministro da Justiça, em que a política moldada pela visão petista prevalece e causa o temor da oposição. Questionado, ele considerou como “normais” as divergências políticas e sinalizou que pretende atuar pautado pela moderação.

Você tem divergências, e o sistema de tripartição de poderes é o sistema de controle recíproco, e às vezes as controvérsias são importantes. Eu acho isso muito bom, acho central para o Brasil, resumiu.

Oposição faz críticas

A poucos metros dali, em conversa com a CBN Paraíba, a senadora Damares Alves (Republicanos-DF) criticou duramente a indicação de Flávio Dino. Ela prometeu que a oposição fará uma mobilização para dificultar ao máximo a eventual aprovação do nome.

Na avaliação de Damares, a atuação de Flávio Dino como ministro contrasta com a postura que deve ter um ministro do Supemo Tribunal Federal (STF). “Ele é muito barulhento. E a gente entende que tem que ir para o STF alguém com mais serenidade. Precisamos reconciliar o Brasil. Precisamos de paz”, comentou.

Relator da indicação de Flávio Dino para o STF, o senador Weverton (PDT-MA) disse que o atual ministro da Justiça deve ser aprovado pelo Senado. O parlamentar estima que Dino receba mais de 50 votos no Plenário [são necessários 41 apoiamentos para garantir a aprovação].