João Paulo Medeiros

União entre João e Romero deixaria oposição paraibana de ‘calças curtas’

Foto: divulgação
joão e romero
Foto: divulgação

A expressão pegar alguém de ‘calça curta’ é bastante conhecida do vocabulário popular. Ela serve para indicar que alguém foi pego de surpresa, diante de uma determinada situação. No caso da política, os movimentos são sempre acompanhados de perto por aliados e adversários; e surpresas quase nunca ocorrem.

Antes de qualquer mudança ou alteração de rota, há sempre sinais dados no meio do caminho.

O tema mais badalado da política paraibana, nas últimas semanas, é a aproximação iminente do ex-prefeito de Campina Grande, Romero Rodrigues (PSD), com o governador João Azevêdo (Cidadania).

Fala-se que o primeiro seria o vice do segundo, em 2022.

Para quem observa os acenos dados, pelos dois, não há nenhuma surpresa.

Mas, ainda assim, uma eventual consolidação dessa união deixaria a oposição ao Governo de ‘calças curtas’. Curtíssimas, inclusive.

Isso porque no grupo, nesse instante, não há nomes que aparentemente possam ameaçar a reeleição de Azevêdo. Romero era, para esse agrupamento, aquele que parecia estar mais viável eleitoralmente, após duas gestões com boa aprovação à frente da prefeitura campinense.

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O ex-prefeito de João Pessoa, Luciano Cartaxo (PV), que poderia ser uma outra alternativa, continua ‘apagado’ – restando menos de um ano para as eleições. O deputado Pedro Cunha Lima, do PSDB, não parece capaz de aglutinar forças suficientes para enfrentar o ‘trator governista’.

O ex-governador Ricardo Coutinho (PT), um outro potencial adversário, é carta fora do baralho diante do desgaste provocado pela Operação Calvário.

Já os nomes do bolsonarismo paraibano também não conseguem despontar no debate estadual. Diferente do que aconteceu em 2018, o bolsonarismo não está ‘na moda’.

Caso a união ocorra e Romero seja sacramentado como companheiro de chapa de Azevêdo, restará àqueles que não seguiram esse caminho a expectativa de um novo nome para as hostes oposicionistas.

Talvez, é bem provável, extraído da base do Governo…

Por enquanto a oposição estaria de calças e perspectivas curtas.