João Paulo Medeiros

Hospital inacabado é ‘pedra no sapato’ da Saúde em Campina Grande

Secretaria diz que pagou, mas serviços não foram concluídos

Foto: Ascom
Foto: Ascom

A ordem de serviço para o início das obras foi assinada em abril de 2019, pelo ex-prefeito de Campina Grande Romero Rodrigues (PSD). De lá para cá, muita expectativa foi criada, mas o término dos serviços no Hospital da Criança ainda está distante. Com 11 meses à frente da prefeitura, a nova gestão ainda não conseguiu avançar na obra.

No último dia como prefeito, Romero inaugurou a primeira etapa do hospital. Mas hoje o cenário, por trás da fachada principal, é de destroços.

O hospital foi tema semana passada do Calendário JPB, que cobrou uma solução para o problema.

Ao ser questionado sobre o andamento dos serviços, o atual secretário de saúde do município, Gilney Porto, fez uma outra revelação preocupante: a prefeitura pagou toda a licitação em fevereiro (há 9 meses), mas a obra até agora não foi concluída.

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“Tinha sido feita uma licitação no valor de R$ 6 milhões. A secretaria de saúde pagou tudo e a obra ficou inacabada. Quando a gente encontrou esse desfecho, fomos saber o motivo da obra inacabada e fizemos um procedimento administrativo”, disse, pedindo um prazo de três meses para lançar um novo processo licitatório.

A empresa Oesp Engenharia é a responsável pelos serviços da unidade hospitalar. Entre os anos de 2018 e 2021 a Oesp recebeu, conforme o Sagres do Tribunal de Contas do Estado (TCE-PB), R$ 7,7 milhões da prefeitura.

Os recursos, contudo, são referentes a obras diversas. Entre elas, medições do Hospital da Criança.

Foto: reprodução

O futuro hospital é uma ‘pedra no sapato’ da Saúde municipal.