João Paulo Medeiros

Beneficiários do Auxílio Brasil e Auxílio Emergencial têm preferência por Lula, aponta Datafolha

Presidente tem preferência entre empresários e em grupo que recebe mais de 10 salários

Foto: reprodução
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Entendida como uma das ‘grandes apostas’ do bolsonarismo para conquistar votos este ano, o ‘Auxílio Emergencial’ tem se mostrado pouco efetivo para os planos do presidente Jair Bolsonaro (PL). Pelo menos é o que indica a pesquisa Data Folha, divulgada ontem, sobre a sucessão presidencial.

De acordo com os números, a maioria dos beneficiários do programa prefere o ex-presidente Lula (PT).

Conforme os números, 59% dos beneficiários declaram preferência por Lula – enquanto que 20% dizem apoiar o presidente.

O cenário é semelhante com relação aos entrevistados com menor renda, parcela significativa daqueles que estão dentro do Auxílio Brasil.

Entre os que recebem até dois salários mínimos 56% dizem apoiar o petista e 20% Bolsonaro.

O ex-presidente também tem a preferência entre quem está desempregado (57%) e entre os trabalhadores assalariados sem registro (53%).

Já Bolsonaro mantém a preferência entre os empresários brasileiros, com 42% contra 31% do ex-presidente. E também na parcela da população que recebe mais de dez salários mínimos (42%).

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Análise

Há algumas considerações que podem ser feitas, a partir dos números. Uma delas é que embora tenha modificado o nome do programa, de Bolsa Família para Auxílio Brasil, o presidente ainda não consegue retirar a imagem vinculada de Lula a esse tipo de programa.

É que foram os governos petistas que iniciaram a ampliação desses programas sociais no país, a partir do Bolsa Família.

Uma outra explicação vem  da economia. Embora tenha elevado o valor pago, para R$ 400, o Governo não tem conseguido manter a capacidade de compra dos brasileiros.

Ou seja: paga-se mais, mas o valor atual não é suficiente para garantir a feira no fim do mês, diante da disparada inflacionária.

O cenário mostra que, além de apelar para os programas, o Governo precisa resgatar a economia do país, castigada com a inflação em alta. Do contrário, a insatisfação daqueles que têm pouca renda pode continuar dando resultados nada agradáveis (eleitoralmente falando) ao presidente.