POLÍTICA
'Vamos dar a volta por cima', diz Berg Lima após deixar a prisão
Prefeito afastado de Bayeux estava preso desde julho e foi solto na noite de terça (28).
Publicado em 29/11/2017 às 9:21 | Atualizado em 29/11/2017 às 9:40

“Vamos dar a volta por cima”. A declaração foi dada pelo prefeito afastado de Bayeux, Berg Lima (sem partido), após ele deixar a prisão na noite de terça-feira (28). Ele evitou falar com a imprensa, mas publicou um vídeo nas redes sociais comemorando a decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) que determinou que ele fosse solto.
Berg Lima estava preso desde 5 de julho no 5º Batalhão da Polícia Militar depois de ter sido flagrado em vídeo recebendo propina de um empresário da cidade. O Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado (Gaeco) do Ministério Público da Paraíba (MPPB) e a Polícia Civil monitoraram a ação. Berg é acusado de corrupção passiva e concussão, prática atribuída a funcionário público que exige vantagem indevida. Desde a prisão ele está afastado da administração municipal.
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Para conceder o habeas corpus, os ministros da Sexta Turma do STJ entenderam que Berg Lima não integrava uma organização criminosa, mas que o recebimento de propina seria uma conduta individual. A decisão pela liberdade foi tomada por 3 votos a 2.
“Estou bem, estou em casa, com a família, e se Deus quiser vai dar tudo certo. Agradeço muito toda a população de Bayeux, que orou, que clamou, que pediu essa vitória, que é a liberdade”, afirmou Berg Lima no vídeo.
Apesar de ter sido libertado, Berg não vai reassumir o mandato. Os ministros também estabeleceram uma série de medidas cautelares, entre elas o de ficar afastado do prédio da prefeitura.
Processo de cassação
Além de responder criminalmente, Berg também é um alvo de um processo de cassação na Câmara de Bayeux. A Comissão Processante foi instaurada em outubro. Mas essa investigação não é a única contra o prefeito no Legislativo da cidade. Na quinta-feira (23), os vereadores acataram mais uma denúncia contra Berg Lima. Desta vez a acusação é de contratação de veículos ‘fantasmas’. Caminhões tinham sido alugados para serem usados em serviços em Bayeux, mas nunca foram nem abastecidos.
Cada uma das investigações têm um prazo de 90 dias para serem concluídas. Se o prefeito for considerado culpado em alguma delas, ele perde o mandato.

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