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SAÚDE

Raiva humana: Paraíba não registrava mortes pela doença há cinco anos; relembre casos

Além do caso do homem que morreu em Campina Grande no domingo (4), os dois últimos casos foram registrados em 2015 e 2020, em diferentes cidades.

Publicado em 06/01/2026 às 6:09


				
					Raiva humana: Paraíba não registrava mortes pela doença há cinco anos; relembre casos
Raiva humana: Paraíba não registrava mortes pela doença há cinco anos; relembre os casos - Foto: Divulgação/SES.

A Paraíba estava há mais de cinco anos sem registros de mortes por raiva humana no estado até o falecimento de um homem no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), no último domingo (4) em decorrência da doença. O último caso, de 2020, tinha sido a morte de uma mulher que foi mordida por uma raposa

O homem que estava internado com raiva humana no Hospital Universitário Alcides Carneiro (HUAC), em Campina Grande, teve a morte divulgada na segunda-feira (5). Segundo a direção da Vigilância em Saúde da cidade, a vítima não procurou atendimento médico quando foi mordido por um sagui, em setembro de 2025.

O Jornal da Paraíba relembra as últimas mortes ocasionadas por raiva humana no estado, a partir da mordida de uma animal.

Mulher de 68 anos morreu após contrair a doença em mordida de raposa

Em 2020, na cidade de Riacho dos Cavalos, no Sertão do estado, uma mulher foi mordida por uma raposa no dia 8 de abril. No dia seguinte, ela foi atendida em uma Unidade Básica de Saúde, mas precisou novamente de atendimento no dia 10 de junho, dessa vez em um hospital público em Catolé do Rocha, no Sertão paraibano.

No hospital, a mulher apresentou sintomas da raiva humana, como delírios, espasmos e agitação psicomotora. Ela foi transferida ainda no dia 10 de junho para o Hospital Universitário Lauro Wanderley (HULW-UFPB), mas morreu no dia 13 de julho.

Criança de 1 ano morreu após mordida de gato

Uma criança de 1 ano e oito meses foi mordida por um gato em Jacaraú, no Litoral da Paraíba, em 2015, e morreu por raiva humana após buscar atendimento em um hospital na cidade de Natal, no Rio Grande do Norte.

Após ter apresentado mal estar na Paraíba, o menino chegou ao RN no dia 20 de agosto daquele ano, quando a família o levou ao Hospital Monsenhor Pedro Moura, em Nova Cruz, na região Agreste potiguar. Na ocasião, ele apresentava um quadro de desidratação, vômito, febre, dispnéia e hipertensão arterial.

Em relação ao tempo em que a criança sobreviveu após ser mordida, mesmo com os cuidados, foi de um espaço de um mês.

Morte do homem após mordida de sagui em Campina Grande

O último caso, este de 2025, o homem que não teve a identidade revelada não procurou atendimento médico imediato após mordida do sagui.

Os primeiros sintomas surgiram no dia 10 de dezembro, com internação em unidade hospitalar no dia 13. Antes da realocação para a UTI, houve piora do quadro clínico do paciente, quando ele precisou ser transferido para a terapia intensiva.

A prefeitura de Campina Grande confirmou o diagnóstico de raiva humana no dia 22 de dezembro.

Entre os sintomas apresentados pelo homem, quando deu entrada pela primeira vez na unidade hospitalar, estavam agitação mental e física, confusão mental, alteração do nível de consciência, aerofobia, falta de ar e queda na oxigenação do sangue.

A Diretoria de Vigilância em Saúde e o Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde (CIEVS) do município informam que medidas de vigilância ambiental e epidemiológicas foram adotadas de forma imediata ao diagnóstico de raiva no homem.

Desde então, as equipes trabalharam na identificação de possível histórico de exposição a animal potencialmente transmissor (por mordedura, arranhadura ou contato com mucosas) e a determinação do local de infecção.

O que é a Raiva humana


				
					Raiva humana: Paraíba não registrava mortes pela doença há cinco anos; relembre casos
Sagui transmite raiva humana - Foto: Divulgação.

De acordo com o Ministério da Saúde, a raiva é uma doença grave causada pelo vírus do gênero Lyssavirus, da família Rhabdoviridae, que afeta mamíferos, incluindo pessoas. Ela provoca inflamação no cérebro e, se não for tratada a tempo, quase sempre leva à morte.

A raiva é transmitida ao homem pela saliva de animais infectados, principalmente por meio da mordedura, podendo ser transmitida também pela arranhadura e/ou lambedura desses animais. O período de incubação é variável entre as espécies, desde dias até anos, com uma média de 45 dias no ser humano, podendo ser mais curto em crianças.

Entre os sintomas da raiva humana estão:

  • Mal-estar geral
  • Anorexia
  • Náuseas
  • Entorpecimento
  • Inquietude
  • Pequeno aumento de temperatura
  • Dor de cabeça
  • Dor de garganta
  • Irritabilidade
  • Sensação de angústia
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Jornal da Paraíba

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