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COTIDIANO

Influenciadora investigada em caso de morte de empresário tem liberdade concedida na Paraíba

Thaisa Figueiredo foi detida em 28 de outubro, durante operação Aurum, da Polícia Civil.

Publicado em 03/11/2026 às 16:59


					Influenciadora investigada em caso de morte de empresário tem liberdade concedida na Paraíba
Glicério Feitosa em sabatina da CBN Paraíba // Foto: CBN Paraíba.. Jornal da Paraíba

A 1ª Vara do Tribunal do Júri do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) mandou soltar a influenciadora Thaisa Figueiredo, investigada pelo envolvimento na morte do empresário Glicério Feitosa, em maio de 2026. A blogueira tinha sido preso junto com o pai no dia 28 de outubro em João Pessoa, durante a Operação Aurum, da Polícia Civil.

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Na operação, foram cumpridos 18 mandados judiciais, sendo 12 de prisão. Thaisa Figueiredo foi presa sob suspeita de movimentar cerca de R$ 3 milhões, ceder um veículo a um dos envolvidos no assassinato do empresário e manter um relacionamento com um dos investigados pelo crime.

Já o pai da influenciadora foi preso por ser dono do veículo cedido a um dos investigados pelo crime. Ele também foi solto.

A informação da decisão da Justiça foi confirmada nesta terça-feira (2) pela advogada Sthefannye Coutinho, que representa a influenciadora.

De acordo com a defesa, a decisão considerou que não havia indícios de participação ou conhecimento dos investigados sobre o crime. A advogada afirmou que Thaisa entregou o celular à Justiça e que, durante as investigações, não foram encontradas provas de seu envolvimento no assassinato.

Ainda de acordo com a defesa, o veículo teria sido cedido em razão do relacionamento de Thaisa com um dos investigados. Já as movimentações financeiras feitas pela influenciadora ainda não foram analisadas pela Justiça.

A defesa informou ainda que Thaisa responderá ao processo em liberdade, sem medidas cautelares específicas. No entanto, ela deverá comparecer à Justiça nos prazos determinados e não poderá manter contato com os outros investigados pelo crime.

Relembre o caso

Glicério Oliveira Feitosa foi morto a tiros na tarde de 14 de maio, em frente a uma loja de veículos no bairro do Geisel, em João Pessoa. Ele havia disputado a Prefeitura de Bayeux nas eleições de 2024, pelo Partido Novo.

De acordo com o tenente-coronel Carlos, do 5º Batalhão da Polícia Militar, o crime tinha características de execução. Na ocasião, dois suspeitos chegaram ao local em uma motocicleta. Um deles desceu do veículo e efetuou vários disparos contra o empresário.

Imagens de câmeras de segurança mostraram que Glicério tentou reagir ao ataque, pegando uma arma na região da cintura (veja o vídeo acima).

Natural de Parambu, no Ceará, o empresário atuava nos setores alimentício e de transportes. Em 2023, ele recebeu o título de cidadão paraibano durante uma sessão na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), em reconhecimento aos investimentos realizados no estado.

Crime é investigado como latrocínio


					Influenciadora investigada em caso de morte de empresário tem liberdade concedida na Paraíba
Jornal da Paraíba

O empresário Glicério Feitosa, assassinado em maio de 2026, foi alvo de uma quadrilha que roubava joias e vítima de latrocínio. A Polícia Civil prendeu, na manhã desta quarta-feira (28), sete pessoas envolvidas no crime durante operação em bairros de João Pessoa.

À TV Cabo Branco, o delegado-geral da Polícia Civil, André Rabelo informou que a princípio o crime era tratado como homicídio, mas as investigações identificaram que a morte de Glicério foi um latrocínio.

Uma quadrilha especializada em roubo de joias e outros objetos de valores, especialmente ouro, escolheu o empresário como alvo. Durante tentativa de roubo, houve uma reação e a vítima foi atingida por tiros.

"Nós detectamos nas investigações a existência de uma quadrilha que roubava algumas pessoas que ostentavam joias, relógios, celulares, objetos de valores em redes sociais", disse André Rabelo.

As investigações também identificaram o grupo do WhatsApp que continha as informações e apontavam os alvos da quadrilha.

Ainda segundo o delegado-geral, entre os presos estão uma blogueira, que cedeu o veículo usada para levantamento da vítima; o ex-namorado dela, que participou diretamente do levantamento da vítima; dois participantes no dia da execução; e alguns membros da organização criminosa que atuava na Região Metropolitana de João Pessoa.

A Polícia Civil segue investigando ocaso e individualizando a participação de cada investigado no crime.

"Com esses celulares apreendidos, com essa robustez de provas coletadas, a gente consegue ter elementos fortes para concluir o caso e enviar para o Ministério Público e para o Poder Judiciário", informou.

Imagem

Caren Braga

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