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COTIDIANO

João Lima: cantor completa um mês preso por agredir ex-esposa e Justiça ainda vai julgar recurso

Cantor João Lima está preso desde o dia 26 de janeiro no Presídio do Roger, em João Pessoa. MPPB já deu parecer contra a liberdade do cantor.

Publicado em 26/02/2026 às 6:45

O cantor João Lima, preso desde o dia 26 de janeiro, após ser denunciado por agressões contra a ex-esposa e médica Raphaella Brilhante, completa um mês no Presídio do Roger, em João Pessoa, nesta quinta-feira (26). A Justiça da Paraíba ainda vai julgar um pedido de habeas corpus da defesa do artista sobre a liberdade dele.

Enquanto permanece preso, o cantor aguarda julgamento de um pedido de habeas corpus feito pelo corpo de advogados contratados para o caso. O pedido para soltura dele foi protocolado em 30 de janeiro, mas ainda não foi analisado.

O Ministério Público da Paraíba (MPPB) já deu parecer contra a liberdade do cantor. Segundo o MPPB, os fatos “indicam uma escalada vertiginosa no comportamento violento” e que “o comportamento do agente já demonstra efetivamente a propensão ao desrespeito”.

O relator do caso no Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) é o desembargador João Benedito. No pedido de habeas corpus, a defesa do cantor alega que há a ausência de fundamentação pra manter João Lima na prisão.


				
					João Lima: cantor completa um mês preso por agredir ex-esposa e Justiça ainda vai julgar recurso
Cantor João Lima é preso após denúncia de violência doméstica contra ex-esposa. Foto: Reprodução/TV Cabo Branco

Após a prisão, o cantor João Lima foi encaminhado para o pavilhão onde pessoas presas por crimes no âmbito da Lei Maria da Penha ficam. Ao todo, são 60 presos no pavilhão de Violência Doméstica. Após cinco dias no chamado regime de "reconhecimento", onde o cantor ficou isolado, ele passou a poder receber visitas.

O presídio em que João Lima está é o mesmo em que se encontram os influenciadores Hytalo Santos e Israel Vicente, que respondem por exploração de menores. Os dois estão numa ala específica para pessoas LGBTQIA+.

Relembre o caso

O cantor paraibano João Lima passou a ser investigado por violência doméstica contra a ex-esposa, a médica e influenciadora Raphaella Brilhante, após vídeos divulgados em redes sociais mostrarem agressões. A vítima registrou Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher de João Pessoa.

Após a repercussão do caso, a ex-esposa de João Lima, a médica Raphaella Brilhante, publicou um texto nas redes sociais onde confirmou publicamente a violência sofrida. Ela relatou que estava enfrentando "uma dor que atravessa o corpo, a alma e a história", e disse que "não há palavras que expliquem o impacto disso na vida de alguém".

Segundo os autos do processo, as agressões registradas por uma câmera de segurança ocorreram em 18 de janeiro. Na denúncia, João Lima “teria agredido a vítima com socos, apertos na mandíbula e amordaçamento para silenciar seus gritos”. Ainda de acordo com o documento, ele teria entregado uma faca à mulher e mandado que ela se matasse.

Três dias depois, o cantor teria ido à casa da mãe da vítima e feito novas ameaças, afirmando que “acabaria com a vida dela caso não reatasse o relacionamento” e que, se ela se envolvesse com outra pessoa, “mataria ambos”.

A advogada da vítima, Dayane Carvalho, afirma que não houve episódios de violência durante os dois anos de namoro. Já depois do casamento, câmeras internas da casa do casal registraram algumas das agressões.

Raphaella Brilhante e João Lima se casaram em novembro de 2025, e as agressões começaram ainda na lua de mel. “Cinco dias depois, quando eu estava na minha lua de mel, ele já me bateu.”

A defesa da vítima informou que, em um dos episódios registrados, o casal já estava separado, após Raphaella pedir um tempo no relacionamento. Nesse período, ela voltou a morar com os pais e ainda não havia contado sobre as agressões.

Como denunciar violência contra a mulher

Denúncias de estupros, tentativas de feminicídios, feminicídios e outros tipos de violência contra a mulher podem ser feitas por meio de três telefones:

  • 197 (Disque Denúncia da Polícia Civil);
  • 180 (Central de Atendimento à Mulher);
  • 190 (Disque Denúncia da Polícia Militar - em casos de emergência).
Imagem

Jornal da Paraíba

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