COTIDIANO
Polícia instaura investigação sobre caso de mais de 100 pessoas que deixaram casa de acolhida
Investigação foi confirmada pelo delegado responsável na cidade de Santa Rita, na Grande João Pessoa. As mais de 100 pessoas ficaram em posto.
Publicado em 26/10/2026 às 18:43

A Polícia Civil da Paraíba confirmou que instaurou um procedimento de investigação sobre o caso em que mais de 100 pessoas que deixaram uma casa de acolhida em Santa Rita, na Grande João Pessoa, e parte do grupo passou a noite em um posto de combustíveis às margens da BR-230, na Paraíba. A informação foi dada ao Jornal da Paraíba nesta segunda-feira (26).
O delegado responsável, Márcio Pereira, disse que a corporação está em diligências sobre o caso, mas que a investigação segue em segredo de justiça e, por isso, novas informações não seriam divulgadas.
Em paralelo, outro órgão que está acompanhando o caso é o Ministério Público da Paraíba (MPPB) órgão disse que as pessoas abrigadas no local foram encaminhadas para os lugares de origem, na Paraíba, em Pernambuco e Sergipe.
O MP disse ainda que o promotor de Justiça Francisco Lianza se reuniu, nesta sexta-feira(23), com a secretaria de Assistência Social e Centro de Referência Especializado de Assistência Social (Creas) de Santa Rita.
A nota afirma que a promotoria aguarda o relatório que está sendo feito pela secretaria de Assistência Social de Santa Rita para definir os próximos passos do Ministério Público na apuração do caso.
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Grupo deixou casa de acolhida por condições precárias
De acordo com o tenente-coronel Alcântara, do 7º Batalhão da Polícia Militar (7º BPM), as informações levantadas indicavam que as pessoas decidiram sair por causa das condições oferecidas, que não foram detalhadas.
Segundo o tenente-coronel, após contato com o responsável pelo espaço, algumas pessoas decidiram retornar, enquanto outras solicitaram que os familiares fossem buscá-las.
Agressão foi registrada
A saída do grupo de pessoas aconteceu depois de uma agressão física no local. Segundo a TV Cabo Branco, o episódio começou após uma discussão envolvendo uma pessoa que foi buscar um familiar que estava na casa. A pessoa agredida registrou um boletim de ocorrência.
Dorgivan de Castro, dono da granja onde funcionava a casa de acolhimento, contou à TV Cabo Branco que soube dos acontecimentos por meio da pessoa que registrou o boletim. Quando chegou ao local, parte das pessoas e a liderança responsável pelo grupo já haviam saído.
"Eu tomei conhecimento através da pessoa que fez o BO. Quando eu vim para cá, para o local, o pessoal já tinha se evadido, a liderança que estava aqui tomando conta do pessoal e muita gente se evadiu também. A gente foi trazendo de volta aqueles que quiseram voltar, acolhemos os que ficaram para dar assistência e reconduzi-los aos seus familiares", disse.
Dorgivan afirmou à TV Cabo Branco que foi procurado por um homem identificado como Gláucio Amaral para alugar o imóvel e instalar uma filial de uma casa de recuperação que funcionava no município Goiana, em Pernambuco.
O proprietário disse à emissora que não pretende manter o aluguel do espaço. Segundo ele, a intenção é localizar os familiares das pessoas para que elas possam retornar para casa.
Na manhã desta sexta-feira (23), cerca de 10 pessoas ainda permaneciam no posto de combustíveis.

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