Recurso que tenta tirar Padre Egídio da prisão só será analisado depois do Carnaval

O religioso, acusado de comandar esquema de desvio de recursos públicos e privados do Hospital Filantrópico Padre Zé, aguarda a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar recurso do habeas corpus.

Se não acontecer nada de extraordinário no caso da prisão do Padre Egídio de Carvalho, uma possível liberação (ou não) dele da prisão só deve acontecer depois do Carnaval.

O religioso, acusado de comandar esquema de desvio de recursos públicos e privados do Hospital Filantrópico Padre Zé, aguarda a Sexta Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) julgar recurso do habeas corpus.

A questão é que a análise só vai acontecer a partir do dia 20 de fevereiro de 2024, de maneira virtual.

No fim de novembro, o ministro Teodoro Silva dos Santos negou o pedido de soltura apresentado pela defesa do Padre Egídio. Sem analisar o mérito, o relator entendeu que a defesa ‘pulou etapas’ ao solicitar o habeas corpus ao STJ antes de o mesmo pedido, solicitado ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), ter sido analisado.

Assim foi feito. Dia 04 de dezembro, o desembargador Ricardo Vital negou no TJPB a soltura do padre e da ex-diretora do Hospital Padre Zé, Jannyne Dantas.

No caso de Jannyne, um dia antes, o ministro Teodoro Santos já analisou o habeas corpus apresentado pela defesa e determinou que a prisão seja mantida.

Ela tentou alcançar o mesmo benefício da outra ex-diretora da entidade, Amanda Duarte, que está à disposição da Justiça em casa, cumprindo medidas cautelares, por ser lactante. Já Jannyne continuará presa no presídio Feminino Júlia Maranhão, em João Pessoa.

Padre Egídio e ex-funcionárias do hospital, Amanda Duarte e Jannyne Dantas, já foram denunciados em dois pelo Ministério Público. Um das acusações é de fraude na compra e locação de um veículo com dinheiro desviado do hospital.

A outra denúncia foi motivada pelo desvio de recursos na compra de monitores hospitalares no período da pandemia. O dinheiro dos equipamentos foram usados para pagar parcela de imóveis, segundo o MPPB.

As defesas dos acusados negam as acusações.

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